quarta-feira, novembro 24, 2010

Sempre aqui

E então você percebe que não sabe mais rir, rir de verdade. Você percebe que não gosta mais das mesmas coisas que os outros, não assiste aos mesmos seriados, ou não lê os mesmos livros, não ri das mesmas piadas ou mesmo sofre pelos mesmo motivos.

Se vê sozinho como um único ponto azul em um mar de pontos vermelhos, ou verdes, ou que cores sejam, totalmente diferentes e estranhos. Simplesmente não pertence. Então você observa pessoas felizes, pessoas que parecem bem, que você sempre achou estarem melhor do que você, e percebe que elas também ficam tristes, que elas também tem seus conflitos, mas que se dane, você ainda as considera numa posição melhor que a sua.

Então você não sabe o que fazer ou falar. Não sabe mais onde está, porque todos se foram e você ficou parado. Sempre parado. Talvez esperando o próximo trem, os próximos trens, sem jamais sair da estação. O destino de quem fica é justamente esse, ver todo mundo passar, até mesmo seus próprios sentimentos.

2 comentários:

Júlia disse...

meio bizarro esses posts hoje. mas qualquer coisa na vida tamo ae, bruno.

Fla! disse...

Nossa Bru,

As vezes eu acho que você tem uma conexão comigo ou eu tenho uma com você ou a forma que você escreve seja simplesmente perfeita demais para mim.

Porque é. Perfeito. Não só pelo que estou sentido, não só pelo conteúdo do texto em si. Porque ele se aplica totalmente ao momento. Mas pela maneira que você coloca tudo isso.

Eu sei, eu sei, perfeito é algo que você não vai aceitar, mas é. Para mim é. Para mim sua maneira de escrever é perfeita. Ela é simples, objetiva, mas sem deixar o sentimento, sem ser algo "simples demais". É aquele simples que todos tentamos tanto e que, normalmente, não conseguimos.

Eu amo seus textos. E esse me deu um aperto no peito, uma dor e uma solidão maior... Mas também diminui a solidão que eu estava sentido. Se é que isso faz sentido. Acho que a maioria das pessoas não entenderia. Talvez você entenda.

Beijos

O.b.s: O texto me lembrou muito, muito mesmo, Pedro Pedreiro do Chico.