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sexta-feira, maio 27, 2011

Finalmente um motivo?

Outro dia eu estava pensando comigo mesmo em abrir um tópico no fórum para perguntar o porque das pessoas escreverem. É realmente uma curiosidade minha. Eu gosto de saber as razões e os pensamentos das pessoas. Acho realmente fascinante. Mas até ai, eu achava que meus motivos eram fáceis de supor. E não, não eram.

Fiquei algum tempo pensando sem chegar a lugar nenhum. Como se simplesmente tudo que eu imaginava fosse banal, ou não fosse o suficientemente forte para me fazer querer escrever. Certamente tudo que eu pensava antes fazia sim sentido, e ainda são grandes motivos para me fazer pensar e planejar histórias. Ou até mesmo procurar algumas para ler, assistir, ou que seja. A principal graça aqui é a produção.

Então eu meio que deixei o tópico de lado. Não coloquei para frente, já que eu não poderia perguntar e pedir que as pessoas falassem do fundo de seus corações, se nem eu mesmo conseguia colocar em palavras os motivos que me levavam a escrever.

Então eu comecei a assistir séries, e filmes e mais séries e ler fics e parece que comecei a perceber o que me chamava atenção em tudo: Personagens. Por mais que eles retratem pessoas, eles são tão diferentes, tão extremos, tão fortes em suas características e ações e sentimentos que fica tudo muito poético e perfeito. Onde até o mais malicioso dos personagens se torna inocente, de certa forma.

Eu gosto de histórias leves e inocentes, é inegável.

Mas acabo de perceber que mesmo assim, ainda não sei definir tão bem porque eu gosto e o que me leva a escrever. Só sei que eu acho o mundo deles muito mais legal do que qualquer outro. Muito mais legal do que o meu. E se eu puder criar esse mundo? E fazer com que as pessoas sintam o mesmo que eu? Então, estarei satisfeito.

sexta-feira, agosto 15, 2008

Universo ao meu redor

As palavras e os sons sempre foram importantes. A escrita é clara, mas é a voz que chega ao ouvido de todos. As palavras se formam, mas quando são ouvidas parecem ter mais força. Uma frase dita no momento certo tem o poder de salvar um dia. Uma informação também pode destruir eternamente. Se som de um martelo pela manhã irrita, a voz dos amigos deixa qualquer um feliz. Palavras e sons, juntos em melodia, harmonia e música.

Momentos importantes da vida de cada um. Momentos que acompanham a todos. Em todos os tempos. Todas as fases da vida. Idolos surgem, novos, antigos ou atuais. Cada um cria sua cadeia musical. Importante, intacta, viva em sua mente, memória e lembrança.

Afinal eu que comecei na infância ouvindo o Balão Mágico perguntar quem não sabe assoviar e achava isso super fantástico. Numa época onde as músicas eram mais inocentes, sem vulgaridade, crianças ouviam simplesmente música para crianças.

Então descobrimos todos os problemas da vida, crescer e todas as suas dificuldades. E em alguns momentos ter apenas lágrimas e chuva como o Kid Abelha, sentado em frente a janela do próprio quarto. Um quarto que é seu mundo. Um mundo que é seu Infinito Particular tal qual o da Marisa Monte.

Não há nada melhor que viver a Velha infância lembrada pelos Tribalistas. Numa época que éramos apenas Garotos iguais ao Leoni, felizes, sonhadores e despreocupados. Mas como cantava Cazuza, o tempo não pára. Ele não espera ninguém, não pede passagem, apenas impõe suas regras.

O mundo é injusto. As pessoas são injustas. Você continua crescendo, o tempo não dá trégua. Elis Regina disse que ainda somos como nossos pais. Devemos ser, mas sem deixar a individualidade. Sua filha era igual e diferente, Maria Rita contava a história de algúem desconhecido que valia a pena se espelhar, de um cara valente. Como todos querem ser, mas poucos conseguem.

Compreender o mundo, um lugar dificil. Aprender com Cássia Eller toda a malandragem para sobreviver e seguir em frente. Você conhece a terra e Djavan te apresenta o oceano. Mostra que o mundo é maior do que você imaginava. Roberto Carlos simplesmente diz então que é preciso saber viver. Possivelmente está certo, mesmo não sendo tão simples. Não para todos. Tudo parece mais dificil.

Mas eles estão lá. Eles ensinam, as pessoas seguem os passos. Suas idéias. A música de cada um presente na vida dos ouvintes. Letras eternas, cheias de significado. Cada qual deixando sua marca, seu momento. Nas horas mais dificeis. Eles distraem, relaxam, tranquilizam, energizam, revolucionam, alegram e principalmente questionam.

Gabriel O Pensador me pergunta até quando as pessoas vão aceitar o modo como agem e são tratadas. Mudar o mundo parece ser uma realização. Los Hermanos ensina a ser o vencedor. Não um simples vencedor, mas um humano que sabe a glória de chorar. Enquanto Raul Seixas grita tente outra vez para quem quiser ouvir. Não desistir é uma ótima lição. Ana Carolina e Seu Jorge juntos concordam dizendo apenas É isso ai. Não precisam de mais nada.

Um lugar repleto de artistas respeitáveis, gostaria de citar todos, mas o mundo é grande. Não desmecerendo o repertório estrangeiro muito marcante também em minha vida, mas existem vários talentos brasileiros que também não puderem ser citados, apesar do merecimento. Ensinaram e emocionaram tanto quanto.

Afinal para que discutir? Se até o Skank prefere a garota nacional. Devo concordar. De certo não sou louco, mas espero que seja no minimo um maluco beleza.

domingo, janeiro 20, 2008

Em busca da felicidade

Esse final de semana surgiu uma brilhante idéia, voltar a locadora. Lugar que, admito, não frequentava há um certo tempo. Acredito que esperava haver uma renovação dos filmes de lá. Afinal, já vi a maioria que me pareceu interessante. Um dos pontos altos da locadora em questão, é que não é unicamente de filmes Blockbuster (que eu também tenho carteirinha obviamente).

Entretanto, apesar do título, não vou falar aqui do filme do Will Smith. Porque até onde eu sei, o filme dele é À procura da felicidade. Além de eu ainda não tê-lo visto e por ele já ser bem conhecido e reconhecido pelo grande público, ou seja, não seria nenhuma novidade. Apenas citei o filme, porque já vi e ouvi muitos comentários (confusos) sobre ele quando digo que assisti Em busca da Felicidade (A west Texas children´s story ou Have Dreams, Will Travel). Já vi ambos como nome original do filme e ainda não tenho certeza de qual seja exatamente.

O filme se concentra basicamente na história de Benjamim (Cayden Boyd) e Cassie (Anna Sophia Robb). Ambos com mais ou menos 13 anos, que resolvem juntos sair pelo país atrás dos tios dela. Já que ela ficou recentemente órfã, enquanto que os pais dele pouco se importam com sua presença.

Um gênero road movie que eu realmente não esperava muita coisa, mas me surpreendeu absurdamente. Apesar de já ter assistido filmes com Anna Sophia. Dentre eles Ponte para Terabitia, um de meus filmes favoritos. Eu realmente não achava que esse filme em si seria tão chamativo. Com um mesmo tom de Ponte para Terabitia, essa história retrata de forma excepcional a inocência "infanto-juvenil" e o crescimento e desenvolvimento emocional de seus personagens. Usando um enredo coeso, convincente e bem desenvolvido, sem esquecer é claro dos diálogos inteligentes e bem estruturados.

Ambos os atores principais realmente surpreenderam em suas interpretações. Mesmo contracenando com outros grandes atores que fizeram pontas durante a história, como Val Kilmer por exemplo. Raras são às cenas em que o espectador não sente a emoção de cada personagem.

É um filme que se passa nos anos 60, com estilo de filmagem dos anos 80, porém feito entre os anos de 2006 e 2007. Admito que nos primeiros 5 minutos de filme, estranhei o estilo de gravação, contudo ao longo da história fui entendendo e achando genial o modo como o diretor usou as câmeras, iluminação e etc.

Bom, normalmente existem diversos filmes ótimos, que pecam no final. Ainda bem que esse não me decepcionou nesse ponto, e fechou de forma até inesperada. Mas nem tudo é perfeito, e apenas uma coisa me incomodou no filme, contudo nada que possa prejudicar minha ótima opinião em relação a ele, seus atores e seu diretor. O filme não tem um começo forte. A duração é curta e rapidamente o espectador já se sente no meio do filme, porém como eu disse antes, nada que realmente atrapalhe a continuidade da história.

Em busca da felicidade, eu vi, e recomendo. Uma pena que tão pouco ouço sobre ele. E apenas o descobri ao acaso em uma locadora, apesar de ser um filme relativamente novo. Se um dia eu achar o dvd, eu compro.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

A arte de escrever

Algumas pessoas conseguem fazer fluir palavras como o sangue corre em suas veias, agrupá-las em frases como os dedos de suas próprias mãos, produzir parágrafos com a mesma intensidade das gotas de suor que se produz em um dia quente de verão, e criar textos com a mesma facilidade com que respiram.

Sempre acreditei que escrever era uma arte, palavras emocionam, palavras causam reações, palavras expressam sentimentos, juntas ou separadas. Textos precisam de inspiração, precisam de trabalho, mesmo que ele seja feito naturalmente, precisa ser único, precisa ser o verdadeiro para seu criador. Deve possuir um motivo, uma razão, mas não necessariamente deve haver alguma explicação. Não precisa exatamente ser entendido, contudo terá diversos significados e consequentemente diversas opiniões a seu respeito. Assim como em qualquer obra de arte.

Algumas pessoas conseguem escrever facilmente, outras, nem tanto, algumas tão pouco. As vezes me sinto como essas pessoas que escrevem na mesma intensidade que o vento sopra nos meses de outono. Em outras, penso que não consigo escrever uma linha sequer com certa coerência. Ainda bem, meu outono parece seguir bem nos invernos e primaveras, mas há sempre um verão.

Ultimamente, andava procurando sobre o que escrever, achava vários assuntos importantes, mas nada muito empolgante, quando realmente percebi, inspiração é importante. Objetivo é um pouco mais importante, vontade vence ambos.

Escrever é uma arte, poucos a dominam de verdade. Jogar palavras é para qualquer um, jogar palavras inteligentes é para muitos, jogar palavras marcantes é para alguns, jogar palavras expressivas e inquietantes é para poucos, mas jogar palavras realmente importantes e significativas, até hoje apenas um.

Escrever é uma arte, dessas que evolui em cada pessoa que a pratica, que melhora a cada instante, muda a cada momentos, mas que sempre expressa o mesmo sentimento, naquele que quer escrever. No meu caso satisfação.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Harry Potter - A Eterna Espera

Alguns meses atrás, parte do mundo parou, estava sendo finalmente lançado o sétimo e último livro de um dos mais famosos personagens dos últimos anos. Porém, ainda apenas em inglês. Alguns fãs muito ansiosos, sempre compram essa versão, antes mesmo da traduzida. Contudo, outros como eu, preferem (não totalmente por opção minha) esperar a tal versão traduzida. Então ela finalmente chega ao nosso alcance, dia 10 de novembro de 2007 é oficialmente no Brasil lançado o livro Harry Potter e as Reliquias da Morte.

Porém, não é exatamente do conteudo do livro que vim falar aqui, até porque muitos lugares já o comentam. E sim, vim falar do processo de compra desse livro, e do quanto eu realmente vou pensar duas vezes agora em fazer a compra em uma "pré-venda". Não que não valha a pena, mas sim pelo fato de que, é dificil aguentar.

O livro como já disse seria lançado dia 10 de novembro. E assim, dia 23 de outubro eu comprei via internet, fiz a minha pré-reserva. Momento de grande felicidade, em poucos dias eu teria o livro nas mãos. Já que estava no site, tive a brilhante idéia de comprar também o dvd Harry Potter e a Ordem da Fênix (5º filme para os perdidos); contudo, esse só seria lançado oficialmente dia 14 de novembro.

Para quem não sabe, quando você compra produtos em um site (no meu caso a Saraiva), com datas diferentes de lançamento, você receberá todos, juntos, no dia do lançamento do último. Ou seja, eu receberia livro e dvd dia 14 de novembro. Prolongando ainda mais minha ansiedade.

A compra feita, só restava esperar. O grande problema, esperar. E tentar ao máximo nesse meio tempo fugir de spoilers (informações sobre qualquer história que a maioria ainda não tem acesso), que surgiam como gotas de chuva na internet. Bravamente resisti, tomando alguns cuidados clássicos, como evitando entrar em sites e comunidades do orkut onde poderia acabar lendo algo que não gostaria (não antes de ler no próprio livro).

Passados alguns dias, o dia 10 chegou. Era um sábado. Dia esse em que eu estava no Shopping. Dia esse, que eu entrei nessa mesma Saraiva. Dia esse que vi vários livros a minha disposição, mas o meu já estava comprado, reservado e pago. Agora outra tentação deveria ser resistida. Pegar algum exemplar na loja e folhear como quem não quer nada. Novamente objetivo alcançado. Sai da loja sem nem ao menos tocar na capa.

O dia 13 chegou, um dia antes, ansiedade era a unica palavra que definia minha situação. E para minha surpresa, ao chegar em casa, encontro as caixas, livro, dvd e seus respectivos brindes de pré-venda (alguma recompensa pelo sofrimento). Finalmente o livro em minhas mãos, algumas folheadas, agora era meu, agora eu podia.

Contudo, dia 14 de manha eu ia viajar, São Paulo, uma otima cidade. Ainda tinha que arrumar malas, e deixar tudo pronto para o feriado. Nada pendente, ou seja, nada de ler o livro. Decidi não leva-lo na viagem. Apesar da ansiedade, tinha certeza que acabaria lendo a viagem inteira e não fazendo mais nada.

Terminada a viagem (ontem), tenho a chance de ler. Agora o que parece ter me impedido, foi aquela sensação de que acordei. Esse é o último livro (ou no minimo é para ser); definitivo, depois disso, acabou. E um certo medo invadiu, nada que vá me impedir de ler o quanto antes, mas certamente algo que me fez pensar que se algo que sempre imaginei pode não terminar como pensei. Só tem um jeito de descobrir, e apesar de querer ler, eu também não quero que acabe.