Eu acho engraçado como as pessoas criam certa coragem dentro de seus quartos escuros e sozinhas. Como se com a luz apagada, uma imagem ocultada por um nome aleatório, e algumas paredes fossem suficientes para dar segurança aqueles que não conseguem se expressar pessoalmente.
Abaixando a cabeça, ou engolindo sua opinião em público, mas soltando-a como toda a voracidade quando estão seguros dos olhares reprovadores. Uma falsa ilusão de que ninguém saberá o que foi dito ou feito. Então, a pessoa pode ser ela mesma, mostrando aquilo que até ele mesmo reprovaria se fosse um mero espectador de sua própria cena. Engraçado e irônico.
Eu continuo não me importando com o que as pessoas fazem, mas acho graça quando elas acusam apenas as outras dos problemas do mundo. No fim, existem muitos Hitler por ai, o que lhes falta é oportunidade de aparecer, ou a verdadeira coragem de mostrar ao mundo quem realmente são.
Só peço, por favor, não usem o nome dele em sua causa. Pois se eu que não sou um ser perfeito, jamais aprovaria um filho fazendo algo desumano, e pior, justificando ser por minha causa, imagine ele.
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terça-feira, junho 28, 2011
quinta-feira, março 10, 2011
The Last Night
Espere a noite chegar e vá até sua janela. Depois que abrir as cortinas olhe atentamente para cada ponto luz na terra. Ignore por um instante as estrelas e a lua. Olhe apenas em frente as milhares de luzes que iluminam a noite.
Imagine que por baixo daqueles milhares de pontos brilhantes existem uma, duas, três ou mais vidas. Cada um com suas alegrias, tristezas e problemas. Cada um vivendo conforme sua própria consciência. A grande maioria não te conhece, não sabe quem você é, ou sequer se importa contigo.
Poucos se importam com o que te acontece, ou deixa de acontecer. Exceto é claro que seja algo muito grave e se torne publico, então todos se importam. A maioria dos problemas graves e difícil saida são comuns a todos. Então é mais fácil alguém se identificar, ou temer que lhe aconteça o mesmo, e assim se importar.
Olhe de novo e pense em quantos ali você ajudaria. Quantos você já dedicou sua atenção ou mesmo se importou. Quantos você já não xingou mentalmente por algum inconveniente. Ou quantos você elogiou por alguma aleatoriedade.
Agora pense nas luzes que sua visão não alcança. Ou nas que estão apagadas devido a madrugada. Pense. Pense em cada uma. Em cada vida, em cada conflito, em cada sorriso, em cada tristeza e no que cada um fez por você para que você sorrisse, chorasse ou vivesse.
Pense em quantos você conhece, quantos você ainda quer conhecer, quantos você não faz questão, quantos você sabe o nome, quantos você agradeceu e quantos você sorriu pela manhã mesmo em um dia de chuva.
Faça isso um dia. Não hoje e nem amanhã. Apenas quando o tempo e o sono lhe permitirem. Assista na janela até todas as luzes se apagarem e o dia ficar claro. Até o sol nascer, e tudo se transformar em uma coisa só, uma coisa maior. Mas comece pela noite, porque é nela que tudo se destaca e as coisas aparentam ser mensuráveis.
Fazer tudo isso não tem um real significado. Nada especial, mas já é um bom para começar a entender o problema do mundo.
Imagine que por baixo daqueles milhares de pontos brilhantes existem uma, duas, três ou mais vidas. Cada um com suas alegrias, tristezas e problemas. Cada um vivendo conforme sua própria consciência. A grande maioria não te conhece, não sabe quem você é, ou sequer se importa contigo.
Poucos se importam com o que te acontece, ou deixa de acontecer. Exceto é claro que seja algo muito grave e se torne publico, então todos se importam. A maioria dos problemas graves e difícil saida são comuns a todos. Então é mais fácil alguém se identificar, ou temer que lhe aconteça o mesmo, e assim se importar.
Olhe de novo e pense em quantos ali você ajudaria. Quantos você já dedicou sua atenção ou mesmo se importou. Quantos você já não xingou mentalmente por algum inconveniente. Ou quantos você elogiou por alguma aleatoriedade.
Agora pense nas luzes que sua visão não alcança. Ou nas que estão apagadas devido a madrugada. Pense. Pense em cada uma. Em cada vida, em cada conflito, em cada sorriso, em cada tristeza e no que cada um fez por você para que você sorrisse, chorasse ou vivesse.
Pense em quantos você conhece, quantos você ainda quer conhecer, quantos você não faz questão, quantos você sabe o nome, quantos você agradeceu e quantos você sorriu pela manhã mesmo em um dia de chuva.
Faça isso um dia. Não hoje e nem amanhã. Apenas quando o tempo e o sono lhe permitirem. Assista na janela até todas as luzes se apagarem e o dia ficar claro. Até o sol nascer, e tudo se transformar em uma coisa só, uma coisa maior. Mas comece pela noite, porque é nela que tudo se destaca e as coisas aparentam ser mensuráveis.
Fazer tudo isso não tem um real significado. Nada especial, mas já é um bom para começar a entender o problema do mundo.
domingo, novembro 07, 2010
Sei lá...
As vezes eu fico com vontade de escrever;
As vezes eu fico sem inspiração nenhuma;
As vezes eu fico parado apenas olhando a tela em branco;
As vezes eu fico apenas lendo o que os outros escrevam;
As vezes eu fico apenas sentindo o que os outros sentem;
As vezes eu fico apenas espectador das outras vidas;
As vezes eu fico tão ligado a isso que esqueço da minha própria;
As vezes eu fico tão perdido que não sei o que dizer;
As vezes eu fico tão preocupado que dói;
As vezes eu fico tão ansioso que pioro tudo;
As vezes eu fico com a sensação de querer sumir;
As vezes eu fico com vontade de gritar aos 4 cantos os meus problemas;
As vezes eu fico com a sensação de que apenas eu sou errado;
As vezes eu fico sem saber definir;
As vezes sei lá.
As vezes eu fico sem inspiração nenhuma;
As vezes eu fico parado apenas olhando a tela em branco;
As vezes eu fico apenas lendo o que os outros escrevam;
As vezes eu fico apenas sentindo o que os outros sentem;
As vezes eu fico apenas espectador das outras vidas;
As vezes eu fico tão ligado a isso que esqueço da minha própria;
As vezes eu fico tão perdido que não sei o que dizer;
As vezes eu fico tão preocupado que dói;
As vezes eu fico tão ansioso que pioro tudo;
As vezes eu fico com a sensação de querer sumir;
As vezes eu fico com vontade de gritar aos 4 cantos os meus problemas;
As vezes eu fico com a sensação de que apenas eu sou errado;
As vezes eu fico sem saber definir;
As vezes sei lá.
segunda-feira, outubro 18, 2010
Sem titulo
Comecei um texto e parei na metade, li alguma coisa e apaguei tudo sem nem pensar. Pensar talvez não me deixasse apagar, porque eu queria escrever, eu quero escrever, mas querer não é suficiente.
terça-feira, setembro 14, 2010
Viagem Catastroficamente Agradável
Era uma sexta-feira diferente, eu nem acordava direito e um caminhão chegava no meu prédio, a mudança estava finalmente começando, toda a bagunça de embalar as últimas caixas, carregar móveis, e várias pessoas levando minhas coisas enquanto eu simplesmente me arrumava para não me atrasar.
Ainda tive a sorte de ver alguns cômodos vazios. Estava tranqüilo, era um vazio diferente, a última mudança tinha me deixado relativamente triste, essa, estava me dando certa paz, exceto pelo caos que estava a minha volta. Não importava, era hora de ir ao aeroporto.
Uma viagem tranqüila, algumas turbulências, reclamação pessoal, mas não lembro de tantas turbulências antigamente, parece que os aviões de hoje não tem a mesma resistência. Cheguei em São Paulo, cidade agradável, aeroporto lotado, e ninguém para me buscar, isso depois de ter combinado com duas pessoas diferentes, que no fim poderiam ir para o mesmo local, que seja, não tinha ninguém.
Peguei um táxi e fui para a doceria do tio. Lugar agradável e com cheiro de chocolate. Alguns parentes, muito papo em dia, muitos doces, mais alguns doces, e outros doces, até o momento de finalmente ir ao alfaiate (nasci antes de 1990, não sei se existe outro nome para tal), tirar medidas para a futura roupa do casamento. Ser padrinho, divertido, mesmo que não tenha sido o único convite do ano.
Mas alfaiates ainda me deixam tenso. Alguém com fitas métricas, e medindo você, em diversas posições, fazendo você experimentar e trocar e vestir e tirar e trocar panos. Ainda tendo o prazer de ter sido selecionado para ir primeiro, e tendo tio e primo assistindo de camarote (eram os próximos) e fazendo piadas que deixavam até o pobre rapaz envergonhado ou rindo abertamente.
Eu sabia que demorava, não sabia que tanto. A roupa será extremamente quente, e começo a torcer para que tenha neve em outubro em São Paulo, existe alguma real chance? Algumas horas depois, todos devidamente medidos, fomos aumentar as medidas. Sim, estragar o trabalho de um alfaiate numa pizzaria é uma decisão inteligente. Por isso pedimos os 2 cm extras ao rapaz.
Sábado foi dia do chá bar, pessoas inventam cada nome, muita gente, muita festa, muita comida, poucas me agradavam, muito divertido, pouco tempo me restando. Passei o dia lá, e a noite também, chegando tarde na casa dos meus tios. Tarde o suficiente para dormir, acordar e ir embora no dia seguinte.
Acordar atrasado, me arrumar correndo, meu tio ainda fazer a surpresa de passar na loja e me abastecer de doces para trazer para casa, enquanto eu estava feliz achando que não teria que carregar bagagens extras. Outros parentes reclamando da minha ausência em visitá-los, mesmo os próprios constatando que não havia tempo. Viagem muito corrida, como eu esperava e imaginava.
No aeroporto ainda pude encontrar, atrasado obviamente, a Giu que estava tendo um ataque de risos, e a Lih com toda sua fofura e expressão indignada pelo meu atraso. Ainda tivemos tempo de comer algo, apesar da falha informação da Lih que existe comida decente no aeroporto, ri muito com elas, constatei o que já sabia, ambas são engraçadas e fofas, a Lih é fofa plus.
Subi levemente atrasado para a plataforma, ouvi meu nome ser anunciado, vi a cara feliz do funcionário da Gol quando eu cheguei correndo agitando minha passagem e ele perguntava meu nome para confirmar. Tive o prazer de ter todos os passageiros me olhando entrar, sentei e voltei feliz para casa constatando que, passar apenas um final de semana em São Paulo é muito pouco para tudo que eu queria fazer.
Minha sorte é que eu sempre volto, e espero que nessa volta as pessoas que ficaram levemente putas pela minha não-visita, fiquem mais felizes com a minha presença, o que me faz pensar o quanto elas são estranhas.
sábado, agosto 21, 2010
eu sou...quem?
Lembro que uns dias atrás depois de anos mudei o nick no msn. O shade era Bruno novamente. Eu sabia que muita gente ali não estava familiarizada com meu nome, apesar de já ter esbarrado com ele por ai algumas vezes. Mesmo assim é estranho, e eu compreendo. Algumas pessoas simplesmente falaram que ficaram me procurando e não me achavam, outras simplesmente me excluíram porque não sabiam quem eu era. Até alguns amigos não-virtuais, que nem sonham em saber quem é o shade, estranharam a mudança.
A quem perguntava, eu apenas respondia, com a incerteza de sempre "Sei lá, eu estava muito shade". E não há como saber o que essa frase significa, apesar dela ter todo sentido.
O shade é efusivo, o bruno é mais cauteloso. O shade é mais paciente, o bruno é mais ansioso. O shade é mais exposto, o bruno é mais reservado. O shade é mais comunicativo, o bruno é mais calado. O shade é mais confiante que o bruno. O shade é menos inseguro que o bruno. O shade é tímido, o bruno é muito tímido. O shade fala merda, e o bruno também fala merda. O shade é no sense, e o bruno também não tem senso. O shade é o bruno e o bruno é o shade.
Quem eu sou? Eu sou aquele dali, e o outro também.
E eu precisava disso.
A quem perguntava, eu apenas respondia, com a incerteza de sempre "Sei lá, eu estava muito shade". E não há como saber o que essa frase significa, apesar dela ter todo sentido.
O shade é efusivo, o bruno é mais cauteloso. O shade é mais paciente, o bruno é mais ansioso. O shade é mais exposto, o bruno é mais reservado. O shade é mais comunicativo, o bruno é mais calado. O shade é mais confiante que o bruno. O shade é menos inseguro que o bruno. O shade é tímido, o bruno é muito tímido. O shade fala merda, e o bruno também fala merda. O shade é no sense, e o bruno também não tem senso. O shade é o bruno e o bruno é o shade.
Quem eu sou? Eu sou aquele dali, e o outro também.
E eu precisava disso.
sexta-feira, agosto 13, 2010
30 Days Letter Project
Acho que estou oficialmente entrando no Projeto, depois de pensar se valeria a pena. Conclui que, sim.
30 Days Letter Project
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 — Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror
Day 3 — Your parents
Day 4 — Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror
quinta-feira, agosto 12, 2010
Janela
eu olhei pela janela e não vi ninguém.
eu olhei pela janela e apenas a noite estava lá.eu olhei pela janela e vi o escuro.
eu olhei pela janela e percebi um brilho diferente.
eu olhei pela janela e percebi que vinha dos meus olhos.
eu olhei pela janela e me senti só.
eu olhei pela janela e senti medo.
eu olhei pela janela e não conseguia me mexer.
eu olhei pela janela e não sabia mais falar.
eu olhei pela janela e por lá fiquei durante horas.
eu olhei pela janela e vi uma fraca luz surgir no horizonte.
eu olhei pela janela e vi o preto ganhar cores.
eu olhei pela janela e vi o dia chegar.
eu olhei pela janela e vi pessoas novamente.
eu olhei pela janela e simplesmente sorri.
sexta-feira, agosto 28, 2009
Um pequeno conto de uma noite fria
Caminhei lentamente pela noite fria. As ruas estavam quase vazias, poucas pessoas encolhidas em seus casacos passavam pelos cantos escuros da calçada. Eu estava indo comprar algo. Sempre tive mania de ir ao mercado em horários estranhos e pouco convencionais. Mais vazio, com menos tumulto.
Estava com as mãos nos bolsos, tentava aquecê-las. Diferente dos outros, não estava preparado, esqueci meu casaco em casa. O frio, de verdade, nunca me incomodou, então realmente não fazia tanta diferença. Não enquanto eu continuasse com as mãos nos bolsos.
Meus passos eram rápidos. Gosto de andar a noite, mas não gosto. É bom, mas sempre existe aquele pequeno grau de insegurança. Malditas grandes cidades. Ou melhor, benditas grandes cidades, afinal, em que cidade pequena eu iria a um mercado após a meia noite? Não muitas.
Chegando lá havia meia dúzia de pessoas, dois caixas funcionando e as muitas prateleiras coloridas que te causam a impressão de que você está em um desenho animado. Como diria um amigo meu: “Tipicamente um desenho oriental, muito colorido e chamativo.”.
Existem pessoas que tem verdadeira paixão por mercados. Algumas dessas pertencem a minha família. Por sorte, não é meu caso. Gosto, mas não vejo a necessidade de ficar lá mais do que o suficiente. Por isso vou direto até a seção que eu queria.
Procurando entre as pequenas caixas, não encontro aquilo o que gostaria. Não é de verdade uma grande surpresa, afinal é algo que se esgota rápido. Não é tão caro, mas também não é barato. Provavelmente por isso seja tão disputado, além da grande utilidade. Difícil de encontrar, parecia que eu já procurava há dias. Talvez realmente já estivesse, porque estava desanimando.
Olhei em volta procurando melhor. Queria saber se ainda existia alguma caixinha, mesmo que em tamanho menor para poder levar comigo. Não tinha e eu já estava desistindo. Um vendedor passou rapidamente por mim, foi quando aproveitei e perguntei: Vocês ainda têm tempo?
Ele respondeu que havia acabado. Confirmando o que eu já havia constatado. Porém informou que logo chegaria mais, e me ofereceu uma outra caixa, um tanto quando azulada, bem menor, bem mais frágil e nitidamente bem mais cara.
Fiquei na duvida por um instante. Não exatamente pelo preço, mas simplesmente porque não era aquilo que eu procurava. Apesar de claramente ser algo que eu precisava.
Acabei aceitando. Agora estava novamente pensando em voltar no dia seguinte para continuar procurando o que eu queria. Passei por uma sorridente caixa. Realmente me espanta alguém estar tão feliz trabalhando aquela hora da madrugada. Mesmo com a vantagem de ser mais vazio e com menos tumulto.
Quando sai do mercado uma fraca garoa já havia começado a cair do céu. Eu gosto de chuva, principalmente quando ela te toca tão levemente que não molha, mas ainda assim você consegue senti-la.
Dessa vez caminhei lentamente segurando minha sacola. Dentro uma pequena caixinha azul onde em letras brancas estava escrito esperança. Eu ainda não tinha tempo, mas consegui algo para me fazer voltar no dia seguinte, ou até quando fosse necessário para encontrar e não desistir.
Estava com as mãos nos bolsos, tentava aquecê-las. Diferente dos outros, não estava preparado, esqueci meu casaco em casa. O frio, de verdade, nunca me incomodou, então realmente não fazia tanta diferença. Não enquanto eu continuasse com as mãos nos bolsos.
Meus passos eram rápidos. Gosto de andar a noite, mas não gosto. É bom, mas sempre existe aquele pequeno grau de insegurança. Malditas grandes cidades. Ou melhor, benditas grandes cidades, afinal, em que cidade pequena eu iria a um mercado após a meia noite? Não muitas.
Chegando lá havia meia dúzia de pessoas, dois caixas funcionando e as muitas prateleiras coloridas que te causam a impressão de que você está em um desenho animado. Como diria um amigo meu: “Tipicamente um desenho oriental, muito colorido e chamativo.”.
Existem pessoas que tem verdadeira paixão por mercados. Algumas dessas pertencem a minha família. Por sorte, não é meu caso. Gosto, mas não vejo a necessidade de ficar lá mais do que o suficiente. Por isso vou direto até a seção que eu queria.
Procurando entre as pequenas caixas, não encontro aquilo o que gostaria. Não é de verdade uma grande surpresa, afinal é algo que se esgota rápido. Não é tão caro, mas também não é barato. Provavelmente por isso seja tão disputado, além da grande utilidade. Difícil de encontrar, parecia que eu já procurava há dias. Talvez realmente já estivesse, porque estava desanimando.
Olhei em volta procurando melhor. Queria saber se ainda existia alguma caixinha, mesmo que em tamanho menor para poder levar comigo. Não tinha e eu já estava desistindo. Um vendedor passou rapidamente por mim, foi quando aproveitei e perguntei: Vocês ainda têm tempo?
Ele respondeu que havia acabado. Confirmando o que eu já havia constatado. Porém informou que logo chegaria mais, e me ofereceu uma outra caixa, um tanto quando azulada, bem menor, bem mais frágil e nitidamente bem mais cara.
Fiquei na duvida por um instante. Não exatamente pelo preço, mas simplesmente porque não era aquilo que eu procurava. Apesar de claramente ser algo que eu precisava.
Acabei aceitando. Agora estava novamente pensando em voltar no dia seguinte para continuar procurando o que eu queria. Passei por uma sorridente caixa. Realmente me espanta alguém estar tão feliz trabalhando aquela hora da madrugada. Mesmo com a vantagem de ser mais vazio e com menos tumulto.
Quando sai do mercado uma fraca garoa já havia começado a cair do céu. Eu gosto de chuva, principalmente quando ela te toca tão levemente que não molha, mas ainda assim você consegue senti-la.
Dessa vez caminhei lentamente segurando minha sacola. Dentro uma pequena caixinha azul onde em letras brancas estava escrito esperança. Eu ainda não tinha tempo, mas consegui algo para me fazer voltar no dia seguinte, ou até quando fosse necessário para encontrar e não desistir.
quarta-feira, julho 29, 2009
Sem vontade.
Não estou na melhor fase da minha vida;
E cada dia parece confirmar isso;
Cada minuto parece acontecer algo novo;
Apesar de tudo sempre parecer a mesma coisa;
Porque nada parece bom, ninguém parece.
Não me vejo com tempo para nada;
Não me vejo com vontade para nada;
E o pouco tempo e vontade eu pareço estragar;
As vezes sinto que preciso me afastar um pouco;
Mas não sei se consigo;
Ou se quero conseguir.
Me irrita pensar que tenho problemas;
Irrita ainda mais pensar o quanto meu problema é pequeno;
Irrita saber que tem gente com mais problemas;
Irrita muito pensar que me sinto culpado por reclamar.
Ando cansado de algumas coisas;
A maioria em mim mesmo;
Estou cansado de me sentir sozinho;
Estou cansado de não fazer;
Estou cansado de não falar;
Estou cansado de não ser;
Estou cansado do que me acontece;
Estou cansado do meu jeito de pensar;
Estou cansado de insistir;
Estou cansado de tentar e não ver resultado;
Estou cansado de não tentar e simplesmente ignorar;
Estou cansado de fazer besteira;
Estou cansado de falar besteira;
Estou cansado de me culpar por tudo;
Estou cansado de em alguns casos ter razão para me culpar;
Estou cansado de carregar a culpa dos outros;
Estou cansado de me tornar algoz e vitima de tudo;
Estou cansado, muito cansado, realmente cansado.
E eu só queria descansar.
E cada dia parece confirmar isso;
Cada minuto parece acontecer algo novo;
Apesar de tudo sempre parecer a mesma coisa;
Porque nada parece bom, ninguém parece.
Não me vejo com tempo para nada;
Não me vejo com vontade para nada;
E o pouco tempo e vontade eu pareço estragar;
As vezes sinto que preciso me afastar um pouco;
Mas não sei se consigo;
Ou se quero conseguir.
Me irrita pensar que tenho problemas;
Irrita ainda mais pensar o quanto meu problema é pequeno;
Irrita saber que tem gente com mais problemas;
Irrita muito pensar que me sinto culpado por reclamar.
Ando cansado de algumas coisas;
A maioria em mim mesmo;
Estou cansado de me sentir sozinho;
Estou cansado de não fazer;
Estou cansado de não falar;
Estou cansado de não ser;
Estou cansado do que me acontece;
Estou cansado do meu jeito de pensar;
Estou cansado de insistir;
Estou cansado de tentar e não ver resultado;
Estou cansado de não tentar e simplesmente ignorar;
Estou cansado de fazer besteira;
Estou cansado de falar besteira;
Estou cansado de me culpar por tudo;
Estou cansado de em alguns casos ter razão para me culpar;
Estou cansado de carregar a culpa dos outros;
Estou cansado de me tornar algoz e vitima de tudo;
Estou cansado, muito cansado, realmente cansado.
E eu só queria descansar.
quarta-feira, maio 06, 2009
A saga de uma boa impressão
Eu tenho computador faz nada mais nada menos que uns 9 anos, e desde então não consigo me imaginar sem ele, e principalmente sem nenhum de seus componentes. Afinal quem já sobreviveu a fase da internet discada, após meia-noite, com horário contado e utilizando o word para ver agora/ler depois, tudo parece mais fácil. A verdade é que nem tudo, a banda larga me ensinou que melhor uma internet lenta funcionando, do que uma Internet rápida falhando e te deixando sem nada.
Pois bem, eu pretendia ter escrito esse post há pelos menos 2 meses, mas infelizmente, a saga acima citada ainda não terminou e eu cansei literalmente de esperar. Então vamos lá.
Logo no começo do ano, seguindo a linha do Ipod de parar de funcionar, minha impressora também me deu o grande prazer de pifar. Obviamente que não foi um total choque, afinal em nove anos de computador, essa era apenas minha segunda impressora e ela já tinha seus bons 5 anos, que na idade de informática, muito mais rápida que dos cachorros, é algo bem antigo.
Antiga do gênero que ela nem era multifuncional, mas eu jamais reclamaria, ela era perfeita e tinha uma qualidade de imagem que me surpreendia, no mínimo até o dia que ela singelamente me avisou que estava com problemas e eu deveria procurar o suporte técnico. Achei digno ela me avisar isso. Enquanto seres pensantes não sabem diagnosticar o que sente, minha impressora sabia.
Eu devo ter aquele forte lado americanizado que grande parte da minha geração tem, e por mim já teria comprado uma impressora nova, mas minha mãe, aquela que paga, não concordava e lá fui eu exatamente dia 13 de fevereiro de 2009 levá-la ao Suporte Técnico.
Cheguei lá, preenchi algumas dúzias de papéis, assinei um termo de que se o serviço não fosse prestado, eu pagaria uma taxa de R$20,00 (vinte reais) para retirar a impressora. Tudo isso com a promessa de em até sete dias úteis receber o tal orçamento.
Passados 7 dias úteis eu ainda não havia recebido a tal ligação, mas eu estava relevando, afinal estávamos exatamente na sexta-feira pré-carnaval, eu realmente não esperava muita coisa, apesar de que levar sete dias olhando um quadrado para ver qual o problema, sendo que ele avisa qual o problema, vide que ele me indicou o suporte técnico era algo estranho.
Passou mais 10, 15, 20 dias e nada da ligação com o orçamento. Eu realmente não estava muito animado com a ideia do conserto, sabia que meu aniversário estava próximo, e isso sempre trazia promoções em alguns sites, onde eu poderia comprar uma impressora nova, mas minha mãe ainda insistia na antiga. Depois eu que sou o saudosista.
Liguei e perguntei se já havia uma resposta, eles me falaram que ainda não, mas que no máximo até o dia seguinte estariam me retornando. E isso já era o dia 13 de março, exato um mês após a entrega.
Não recebi a ligação obviamente, e a parte engraçado é que depois tornou-se um desafio conseguir falar com a tal assistência técnica, e unindo isso ao fato de eu não ter tempo para ir pessoalmente o prazo foi apenas se estendendo.
Eis que um dia recebo o tal e-mail. Não, não era o orçamento, mas uma promoção da Saraiva, liguei para minha mãe e assim que tive sua autorização comprei uma Epson nova, multifuncional e me desculpe a anterior, muito mais bonita.
Agora a graça, nesse mesmo dia eu recebi a ligação do Suporte Técnico me informando o orçamento. Informação útil, a impressora nova custou apenas R$40 reais mais caro que o orçamento que eles deram. Por incrível que pareça a impressora nova não foi das mais baratas, custou um preço razoavelmente normal.
Eu sem me controlar ri no telefone e falei que acreditava que não íamos mais precisar, mas pelo doce saber da vingança fiquei de ligar no dia seguinte para dar a resposta, pois bem, esse dia seguinte faz quase duas semanas. Não sei se quero ela de volta, mas fatalmente eu tenho vontade de ir lá buscar só para ver se vão ter a coragem de me cobrar R$20,00 (vinte reais) pela taxa de orçamento-sem-serviço.
Informação adicional: Minha impressora antiga era Epson, a nova é Epson. Por mais que eu goste e muito dessa marca, admito, ela tem um péssimo serviço de suporte técnico. Então se sua impressora quebrar, lixo nela, porque o conserto não vale o esforço.
Pois bem, eu pretendia ter escrito esse post há pelos menos 2 meses, mas infelizmente, a saga acima citada ainda não terminou e eu cansei literalmente de esperar. Então vamos lá.
Logo no começo do ano, seguindo a linha do Ipod de parar de funcionar, minha impressora também me deu o grande prazer de pifar. Obviamente que não foi um total choque, afinal em nove anos de computador, essa era apenas minha segunda impressora e ela já tinha seus bons 5 anos, que na idade de informática, muito mais rápida que dos cachorros, é algo bem antigo.
Antiga do gênero que ela nem era multifuncional, mas eu jamais reclamaria, ela era perfeita e tinha uma qualidade de imagem que me surpreendia, no mínimo até o dia que ela singelamente me avisou que estava com problemas e eu deveria procurar o suporte técnico. Achei digno ela me avisar isso. Enquanto seres pensantes não sabem diagnosticar o que sente, minha impressora sabia.
Eu devo ter aquele forte lado americanizado que grande parte da minha geração tem, e por mim já teria comprado uma impressora nova, mas minha mãe, aquela que paga, não concordava e lá fui eu exatamente dia 13 de fevereiro de 2009 levá-la ao Suporte Técnico.
Cheguei lá, preenchi algumas dúzias de papéis, assinei um termo de que se o serviço não fosse prestado, eu pagaria uma taxa de R$20,00 (vinte reais) para retirar a impressora. Tudo isso com a promessa de em até sete dias úteis receber o tal orçamento.
Passados 7 dias úteis eu ainda não havia recebido a tal ligação, mas eu estava relevando, afinal estávamos exatamente na sexta-feira pré-carnaval, eu realmente não esperava muita coisa, apesar de que levar sete dias olhando um quadrado para ver qual o problema, sendo que ele avisa qual o problema, vide que ele me indicou o suporte técnico era algo estranho.
Passou mais 10, 15, 20 dias e nada da ligação com o orçamento. Eu realmente não estava muito animado com a ideia do conserto, sabia que meu aniversário estava próximo, e isso sempre trazia promoções em alguns sites, onde eu poderia comprar uma impressora nova, mas minha mãe ainda insistia na antiga. Depois eu que sou o saudosista.
Liguei e perguntei se já havia uma resposta, eles me falaram que ainda não, mas que no máximo até o dia seguinte estariam me retornando. E isso já era o dia 13 de março, exato um mês após a entrega.
Não recebi a ligação obviamente, e a parte engraçado é que depois tornou-se um desafio conseguir falar com a tal assistência técnica, e unindo isso ao fato de eu não ter tempo para ir pessoalmente o prazo foi apenas se estendendo.
Eis que um dia recebo o tal e-mail. Não, não era o orçamento, mas uma promoção da Saraiva, liguei para minha mãe e assim que tive sua autorização comprei uma Epson nova, multifuncional e me desculpe a anterior, muito mais bonita.
Agora a graça, nesse mesmo dia eu recebi a ligação do Suporte Técnico me informando o orçamento. Informação útil, a impressora nova custou apenas R$40 reais mais caro que o orçamento que eles deram. Por incrível que pareça a impressora nova não foi das mais baratas, custou um preço razoavelmente normal.
Eu sem me controlar ri no telefone e falei que acreditava que não íamos mais precisar, mas pelo doce saber da vingança fiquei de ligar no dia seguinte para dar a resposta, pois bem, esse dia seguinte faz quase duas semanas. Não sei se quero ela de volta, mas fatalmente eu tenho vontade de ir lá buscar só para ver se vão ter a coragem de me cobrar R$20,00 (vinte reais) pela taxa de orçamento-sem-serviço.
Informação adicional: Minha impressora antiga era Epson, a nova é Epson. Por mais que eu goste e muito dessa marca, admito, ela tem um péssimo serviço de suporte técnico. Então se sua impressora quebrar, lixo nela, porque o conserto não vale o esforço.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Please don't stop the music
Lembro-me como se fosse ontem, de algo que na verdade já faz uns 5 anos, quando assisti na minha faculdade uma palestra da Apple sobre um novo produto que seria lançado no mercado em breve, e que segundo as palavras do próprio palestrante "revolucionária o jeito de ouvir música.".
Ouvia atentamente cada palavra, cada vantagem que aquele novo produto iria oferecer. Engraçado que nessa primeira versão ele hoje seria considerado bem simples, mas naquele dia já era algo que realmente surpreendia. Não exatamente apenas por ser algo muito bom, mas principalmente por ser algo exagerado, que não parecia precisar oferecer tanto para agradar, mas que justamente por estar oferecendo deixaria seu preço bem alto.
Sim, essa informação veio logo após meu pensamento. Não era um produto barato, nitidamente não seria. E obviamente a única coisa que eu pensava era que apesar de ser exageradamente benéfico, aquele exagero não era compensador.
Cheguei a comentar com um amigo meu que estava do lado, que talvez fosse até interessante ter um, quando lançasse no mercado alguns meses após a palestra como o homem havia informado, mas que apesar de tudo eu dificilmente iria querer um.
Pois bem, naquela época eu estava assistindo a uma palestra de lançamento/apresentação do mp3 Ipod, com 1gb ou 2gb, "absurdamente música", como o palestrante também fez questão de destacar.
Nos meus pensamentos eu realmente não compraria na época, e depois de um tempo o produto é lançado. Nessa época lembro que entraram junto no mercado Ipod's também de 4gb e 8gb. O que parecia ainda mais absurdo, e eu pensando cada vez o quanto era "ínutil" tanto espaço para música, mais de duas mil músicas como eles insistiam em anunciar.
Alguns meses após o lançamento, a febre já lançada, pessoas sonhando com aquilo, o Ipod's fake já sendo fabricados por marcas desconhecidas, e 9 entre 10 pessoas do mundo sonhando com aquele pequeno aparelho eletrônico, eu continuava achando interessante, mas não compreendia o exagero do produto e da devoção das pessoas.
Menos de um ano pós-lançamento tive minha resposta. Meu tio que mora nos EUA fez sua visita aos parentes e me trouxe um Ipod mp3 20gb (sim, eu sou aquele que achava que 1 gb já era um absurdo.). Ganhei de presente, fiquei muito feliz obviamente e entendi completamente as pessoas que não conseguiam se desgrudar dos seus Ipod's.
Meu único problema era que eu tinha 20gb apenas para música, porque a Apple fez questão de esperar mais alguns meses para lançar Ipod Mp4, mas que seja. Apesar de amar meu Ipod, ainda achava um absurdo 20gb apenas para música, sendo que nunca consegui passar dos 4gb do meu, com algumas poucas mil músicas.
Contudo, só agora nesses dias que meu Ipod simplesmente parou de funcionar e estou há mais de duas semanas sem ouvir música é que percebi o quanto me tornei dependente de um pequeno aparelho. Porque ouvir música em aparelhos de som não me parece mais a mesma coisa, e eu realmente desacostumei meus vizinhos com som alto depois do Ipod, logo, seria injusto. Mas essa é a verdade, estou completamente perdido sem poder ouvir música.
Felizmente existe uma assistência técnica perto de casa, mas levar um ipod de 20gb em um mp3 parece um gasto desnecessário. Além de que, já me foi prometido outro, basta esperar uma nova visita do tio ginga. Enquanto isso vou ouvindo música como e quando posso, porque bem ou mal a música não pode parar.
Ah, apenas para deixar claro. Não gosto da Rihanna, mas o nome da música dela veio a calhar com a ideia da postagem.
Ouvia atentamente cada palavra, cada vantagem que aquele novo produto iria oferecer. Engraçado que nessa primeira versão ele hoje seria considerado bem simples, mas naquele dia já era algo que realmente surpreendia. Não exatamente apenas por ser algo muito bom, mas principalmente por ser algo exagerado, que não parecia precisar oferecer tanto para agradar, mas que justamente por estar oferecendo deixaria seu preço bem alto.
Sim, essa informação veio logo após meu pensamento. Não era um produto barato, nitidamente não seria. E obviamente a única coisa que eu pensava era que apesar de ser exageradamente benéfico, aquele exagero não era compensador.
Cheguei a comentar com um amigo meu que estava do lado, que talvez fosse até interessante ter um, quando lançasse no mercado alguns meses após a palestra como o homem havia informado, mas que apesar de tudo eu dificilmente iria querer um.
Pois bem, naquela época eu estava assistindo a uma palestra de lançamento/apresentação do mp3 Ipod, com 1gb ou 2gb, "absurdamente música", como o palestrante também fez questão de destacar.
Nos meus pensamentos eu realmente não compraria na época, e depois de um tempo o produto é lançado. Nessa época lembro que entraram junto no mercado Ipod's também de 4gb e 8gb. O que parecia ainda mais absurdo, e eu pensando cada vez o quanto era "ínutil" tanto espaço para música, mais de duas mil músicas como eles insistiam em anunciar.
Alguns meses após o lançamento, a febre já lançada, pessoas sonhando com aquilo, o Ipod's fake já sendo fabricados por marcas desconhecidas, e 9 entre 10 pessoas do mundo sonhando com aquele pequeno aparelho eletrônico, eu continuava achando interessante, mas não compreendia o exagero do produto e da devoção das pessoas.
Menos de um ano pós-lançamento tive minha resposta. Meu tio que mora nos EUA fez sua visita aos parentes e me trouxe um Ipod mp3 20gb (sim, eu sou aquele que achava que 1 gb já era um absurdo.). Ganhei de presente, fiquei muito feliz obviamente e entendi completamente as pessoas que não conseguiam se desgrudar dos seus Ipod's.
Meu único problema era que eu tinha 20gb apenas para música, porque a Apple fez questão de esperar mais alguns meses para lançar Ipod Mp4, mas que seja. Apesar de amar meu Ipod, ainda achava um absurdo 20gb apenas para música, sendo que nunca consegui passar dos 4gb do meu, com algumas poucas mil músicas.
Contudo, só agora nesses dias que meu Ipod simplesmente parou de funcionar e estou há mais de duas semanas sem ouvir música é que percebi o quanto me tornei dependente de um pequeno aparelho. Porque ouvir música em aparelhos de som não me parece mais a mesma coisa, e eu realmente desacostumei meus vizinhos com som alto depois do Ipod, logo, seria injusto. Mas essa é a verdade, estou completamente perdido sem poder ouvir música.
Felizmente existe uma assistência técnica perto de casa, mas levar um ipod de 20gb em um mp3 parece um gasto desnecessário. Além de que, já me foi prometido outro, basta esperar uma nova visita do tio ginga. Enquanto isso vou ouvindo música como e quando posso, porque bem ou mal a música não pode parar.
Ah, apenas para deixar claro. Não gosto da Rihanna, mas o nome da música dela veio a calhar com a ideia da postagem.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
365 dias - 52 coisas
Lembro-me nitidamente, e faz tempo, que em 1993 aos 8 anos foi quando ouvi pela primeira vez aquela velha história que o mundo iria acabar entre 1999/2000; pois bem não acabou, mas será que foi bom? Não sei, essa opinião muda dependendo do momento;
Mas descaradamente roubado do Joops e da ideia do "101 coisas em 1000 dias". com algumas leves alterações, vou as resoluções de ano novo - 2009 terá em média 52 semanas, logo listarei 52 coisas para 365 dias:
01 - Plantar uma árvore (ou qualquer planta);
02 - Ler no mínimo um livro por mês;
03 - Escrever o primeiro livro da minha série;
04 -Ir ao cinema no mínimo uma vez por mês;
05 - Começar uma pós-graduação ou outra faculdade;
06 -Falar menos verdades doloridas;
07 - Voltar a fazer natação;
08 - Colocar em dia todas as pendências médicas;
09 -Viajar para um lugar que nunca fui;
10 - Atualizar com frequência meu blog;
11 - Voltar a usar algum dos fotologs;
12 -Fazer pelo menos 5 novas e boas amizades;
13 - Conseguir um emprego mais legal;
14 - Aprender a falar outro idioma;
15 - Consumir menos refrigerante;
16 -Parar de ser pão-duro comigo mesmo;
17 -Espalhar felicidade;(eu acho que sim né?)
18 - Escrever uma música;
19 - Fazer um curta-metragem;
20 - Terminar de escrever a fic "Incompleto";
21 -Organizar de verdade meus armários;
22 -Comprar o Dvd das Cronicas de Nárnia - O Príncipe Caspian;
23 -Encontrar amigos do passado;
24 - Falar para meu tio que é "giga" e não "ginga" em informática;
25 -Ter uma nova experiência;
26 - Alcançar 50% no Gran Turismo 4 - PS2
27 - Aprender a cozinhar um doce (diferente de bolo de chocolate);
28 -Aprender a cozinhar um prato novo;
29 -Organizar os arquivos do computador;
30 -Dar mais atenção aos meus amigos;
31 -Aprender a dizer "Não";
32 - Fazer uma peça artesanal;
33 - Comprar/ganhar uma mochila nova;(foram duas)
34 - Ir ao menos uma vez na praia
35 - Começar a aprender algum instrumento musical;
36 - Conhecer pessoalmente no mínimo um amigo virtual;
37 - Namorar por mais de um mês; o.ô
38 - Fazer caminhada na praia uma vez por semana;
39 - Assistir dvd's pendentes;
40 - Ler "O menino do pijama listrado"
41 - Terminar o site decente da Doceria do meu tio;
42 - Fazer o site da empresa do meu pai e da minha mãe;
43 - Comprar/ganhar um novo ipod;
44 - Me importar menos com quem não merece;
45 - Terminar de ler "Cartas a um jovem poeta"
46 - Fazer compras na Liberdade; ^^
47 - Dormir e acordar mais cedo;
48 - Visitar algum parente afastado;
49 -Fazer algo que não gosto para deixar alguém feliz;
50 -Doar algo que me pertence;
51 -Falar mais para as pessoas o quanto eu gosto delas;
52 -
Placar:
Total - 52
Feitos - 25
Faltaram - 27
_______
Esse post vai ser editado a cada realização, onde vou marcando o que já fiz, e no final do ano de 2009 eu vou re-postar essa mesma lista, vendo se cumpri o que planejei.
Sim, vou deixar o nº52 vazio por enquanto, e se eu fizer algo que vale a pena colocar ali eu escreverei. Então por enquanto "52 - Espaço livre para sonhar".
Espero conseguir realizar o máximo possível.
Bom 2009 para todos e que seus sonhos e metas se realizem.
Mas descaradamente roubado do Joops e da ideia do "101 coisas em 1000 dias". com algumas leves alterações, vou as resoluções de ano novo - 2009 terá em média 52 semanas, logo listarei 52 coisas para 365 dias:
01 - Plantar uma árvore (ou qualquer planta);
02 - Ler no mínimo um livro por mês;
03 - Escrever o primeiro livro da minha série;
04 -
05 - Começar uma pós-graduação ou outra faculdade;
06 -
07 - Voltar a fazer natação;
08 - Colocar em dia todas as pendências médicas;
09 -
10 - Atualizar com frequência meu blog;
11 - Voltar a usar algum dos fotologs;
12 -
13 - Conseguir um emprego mais legal;
14 - Aprender a falar outro idioma;
15 - Consumir menos refrigerante;
16 -
17 -
18 - Escrever uma música;
19 - Fazer um curta-metragem;
20 - Terminar de escrever a fic "Incompleto";
21 -
22 -
23 -
24 - Falar para meu tio que é "giga" e não "ginga" em informática;
25 -
26 - Alcançar 50% no Gran Turismo 4 - PS2
27 - Aprender a cozinhar um doce (diferente de bolo de chocolate);
28 -
29 -
30 -
31 -
32 - Fazer uma peça artesanal;
35 - Começar a aprender algum instrumento musical;
37 - Namorar por mais de um mês; o.ô
38 - Fazer caminhada na praia uma vez por semana;
39 - Assistir dvd's pendentes;
41 - Terminar o site decente da Doceria do meu tio;
42 - Fazer o site da empresa do meu pai e da minha mãe;
44 - Me importar menos com quem não merece;
47 - Dormir e acordar mais cedo;
49 -
50 -
51 -
52 -
Placar:
Total - 52
Feitos - 25
Faltaram - 27
_______
Esse post vai ser editado a cada realização, onde vou marcando o que já fiz, e no final do ano de 2009 eu vou re-postar essa mesma lista, vendo se cumpri o que planejei.
Sim, vou deixar o nº52 vazio por enquanto, e se eu fizer algo que vale a pena colocar ali eu escreverei. Então por enquanto "52 - Espaço livre para sonhar".
Espero conseguir realizar o máximo possível.
Bom 2009 para todos e que seus sonhos e metas se realizem.
quinta-feira, outubro 02, 2008
Quem quer comprar uma virgindade?
O mundo de hoje está indiscutivelmente diferente do passado. Algumas coisas parecem evoluir para melhor, outras simplesmente se regrediram. Isso é normal e esperado. Afinal, ser sempre igual é monótono e chato, mas as vezes algumas novidades surgem quando você achava que nunca apareceria algo do gênero.
Sim, talvez um exemplo disso fosse o caso de algumas meninas no exterior estarem colocando a venda sua virgindade. Porque incrivelmente algo que era necessidade há séculos atrás para um casamento, virou um fardo a ser carregado por quem ainda a possuia na juventude das últimas décadas, agora ganha ares de fetiche. Não julgo, não condeno, não opino sobre esses casos exatamente.
Contudo, dois casos me chamaram bastante atenção nos últimos dias. Não vou dar os nomes, apesar da maioria conhecer, mas eles me fizeram refletir sobre um ponto interessante. O que seria virgindade? Até que ponto uma pessoa pode se considerar virgem?
No dicionário, virgem é dita aquela pessoa pura, inocente e que nunca teve uma relação carnal com outra, acredito que de nenhuma espécie. Então eis que surge uma senhora dizendo que com uma simples operação médica voltaria a ser "virgem" e daria essa "virgindade" de presente para o atual marido.
Pessoa essa que muitos conhecem, principalmente sua história e sabem que a pureza não é um adjetivo que possa classificá-la, ainda assim ela afirma que voltará a ser virgem.
Outro caso, é a sobrinha de uma antiga cantora, que mesmo falando que vai fazer um filme pôrno, continuará virgem porque fará apenas sexo anal.
Ou seja, tudo indica que na cabeça desse ser, perder a virgindade será somente quando o "hímem" for rompido. O que não seria um problema segundo nossa outra conhecida, uma operação a faria ser virgem de novo, ela pode fazer seu filme pôrno feliz e com tudo o que tem direito.
Então, esse pensamento indica que você pode ser virgem após toda relação sexual que você tiver. Claro que no caso das mulheres quando o ditocujo for rompido. Sexo anal não conta, e os homosexuais são todos virgens.
Volte a dizer, não julgo as pessoas, nem as discrimino. Apenas discordo dessa banalização de um termo. Uma idéia totalmente distorcida que muita gente está aproveitando para aparecer mais uns 15 minutos na mídia. Só falta a senhora que vai operar o hímem usar o mesmo anel de pureza que os garotos do Jonas Brothers, mas é melhor não dar idéia.
Virgindade na minha opinião ainda é um sinonimo de pureza, um estado de espirito e não simplesmente uma alteração que ocorre no corpo após um ato sexual. E desculpe quem concorda com a idéia delas, mas acredito que a inocência não pode nunca ser comprada e recuperada em uma mesa de cirurgia.
Sim, talvez um exemplo disso fosse o caso de algumas meninas no exterior estarem colocando a venda sua virgindade. Porque incrivelmente algo que era necessidade há séculos atrás para um casamento, virou um fardo a ser carregado por quem ainda a possuia na juventude das últimas décadas, agora ganha ares de fetiche. Não julgo, não condeno, não opino sobre esses casos exatamente.
Contudo, dois casos me chamaram bastante atenção nos últimos dias. Não vou dar os nomes, apesar da maioria conhecer, mas eles me fizeram refletir sobre um ponto interessante. O que seria virgindade? Até que ponto uma pessoa pode se considerar virgem?
No dicionário, virgem é dita aquela pessoa pura, inocente e que nunca teve uma relação carnal com outra, acredito que de nenhuma espécie. Então eis que surge uma senhora dizendo que com uma simples operação médica voltaria a ser "virgem" e daria essa "virgindade" de presente para o atual marido.
Pessoa essa que muitos conhecem, principalmente sua história e sabem que a pureza não é um adjetivo que possa classificá-la, ainda assim ela afirma que voltará a ser virgem.
Outro caso, é a sobrinha de uma antiga cantora, que mesmo falando que vai fazer um filme pôrno, continuará virgem porque fará apenas sexo anal.
Ou seja, tudo indica que na cabeça desse ser, perder a virgindade será somente quando o "hímem" for rompido. O que não seria um problema segundo nossa outra conhecida, uma operação a faria ser virgem de novo, ela pode fazer seu filme pôrno feliz e com tudo o que tem direito.
Então, esse pensamento indica que você pode ser virgem após toda relação sexual que você tiver. Claro que no caso das mulheres quando o ditocujo for rompido. Sexo anal não conta, e os homosexuais são todos virgens.
Volte a dizer, não julgo as pessoas, nem as discrimino. Apenas discordo dessa banalização de um termo. Uma idéia totalmente distorcida que muita gente está aproveitando para aparecer mais uns 15 minutos na mídia. Só falta a senhora que vai operar o hímem usar o mesmo anel de pureza que os garotos do Jonas Brothers, mas é melhor não dar idéia.
Virgindade na minha opinião ainda é um sinonimo de pureza, um estado de espirito e não simplesmente uma alteração que ocorre no corpo após um ato sexual. E desculpe quem concorda com a idéia delas, mas acredito que a inocência não pode nunca ser comprada e recuperada em uma mesa de cirurgia.
terça-feira, agosto 26, 2008
Friendship never ends?
O mundo está cada vez mais cheio. Isso é totalmente indiscutivel. No Brasil registrados existem mais de cento e noventa milhões de pessoas. Número que se divide bem entre suas maiores cidades. E mesmo estando dentro de uma dessas metrópoles, seria possivelmente alguém se sentir sozinho?
Possivel e esperado. As pessoas se afastam cada vez mais. A insegurança e a desconfiança inibim qualquer aproximação. Preconceitos, regras ilógicas, e pequenas diferenças só ajudam a distanciar. Cada um individualmente afogado no egocentrismo dos outros e do seu próprio. Quase um autista. Vivendo em seu próprio e fechado mundo, sem olhar ao redor. Com medo de olhar. Medo do que pode encontrar, medo de se machucar, medo de ser necessário.
Uma vez li um autor afirmando que banalizaram a palavra amigo. Hoje em dia qualquer um é amigo, um mero conhecido é amigo, alguém que você simplesmente sabe o nome vira amigo. Seria isso uma tentativa de aproximação instintiva das pessoas? Afinal, teoricamente quem tem amigos não está sozinho. Mas não é fácil ter amigos, muito menos ser amigo. A palavra não é um simples nome, é um sentimento, é um mérito.
Não tenho o costume de chamar qualquer pessoa de amigo. Talvez por isso não sejam muitos os que tenho. Mas sou do tipo que prefere qualidade a quantidade. Conheço pessoas que dizem ter mais amigos que eu e mesmo assim sente-se tão sozinhas quanto.
Então, qual seria a solução? Não existe. Mesmo que cheio de pessoas ao redor, por momentos você se sente sozinho. É uma necessidade de aprender e saber que você as vezes tem que contar apenas consigo mesmo. Sempre soube disso, mas percebi ainda mais com alguns acontecimentos recentes. Dizem que a distância não a vence amizade. Realmente não vence. Tanto que muitos dos meus amigos eu nunca vi pessoalmente. E mesmo assim eles me entendem e conhecem tão bem quanto os que vejo quase que diariamente. Mas a proximidade ajuda. E alguém ir para longe nunca é bom.
Contudo ninguém é inteiramente aquilo. Logo, ninguém te conhece plenamente. Nem eu mesmo me conheço totalmente, como então poderia cobrar isso de alguém? Não posso. Não devo. Mas somos humanos e fazemos isso. Principalmente nesses momentos mais intimos que sentimos que estamos sozinhos. E nessa hora que os amigos são importantes, que mesmo longe ou perto, mesmo sem entender, inconscientemente eles ajudam.
Ainda posso me sentir sozinho em alguns momentos, mas no minimo mais feliz.
Possivel e esperado. As pessoas se afastam cada vez mais. A insegurança e a desconfiança inibim qualquer aproximação. Preconceitos, regras ilógicas, e pequenas diferenças só ajudam a distanciar. Cada um individualmente afogado no egocentrismo dos outros e do seu próprio. Quase um autista. Vivendo em seu próprio e fechado mundo, sem olhar ao redor. Com medo de olhar. Medo do que pode encontrar, medo de se machucar, medo de ser necessário.
Uma vez li um autor afirmando que banalizaram a palavra amigo. Hoje em dia qualquer um é amigo, um mero conhecido é amigo, alguém que você simplesmente sabe o nome vira amigo. Seria isso uma tentativa de aproximação instintiva das pessoas? Afinal, teoricamente quem tem amigos não está sozinho. Mas não é fácil ter amigos, muito menos ser amigo. A palavra não é um simples nome, é um sentimento, é um mérito.
Não tenho o costume de chamar qualquer pessoa de amigo. Talvez por isso não sejam muitos os que tenho. Mas sou do tipo que prefere qualidade a quantidade. Conheço pessoas que dizem ter mais amigos que eu e mesmo assim sente-se tão sozinhas quanto.
Então, qual seria a solução? Não existe. Mesmo que cheio de pessoas ao redor, por momentos você se sente sozinho. É uma necessidade de aprender e saber que você as vezes tem que contar apenas consigo mesmo. Sempre soube disso, mas percebi ainda mais com alguns acontecimentos recentes. Dizem que a distância não a vence amizade. Realmente não vence. Tanto que muitos dos meus amigos eu nunca vi pessoalmente. E mesmo assim eles me entendem e conhecem tão bem quanto os que vejo quase que diariamente. Mas a proximidade ajuda. E alguém ir para longe nunca é bom.
Contudo ninguém é inteiramente aquilo. Logo, ninguém te conhece plenamente. Nem eu mesmo me conheço totalmente, como então poderia cobrar isso de alguém? Não posso. Não devo. Mas somos humanos e fazemos isso. Principalmente nesses momentos mais intimos que sentimos que estamos sozinhos. E nessa hora que os amigos são importantes, que mesmo longe ou perto, mesmo sem entender, inconscientemente eles ajudam.
Ainda posso me sentir sozinho em alguns momentos, mas no minimo mais feliz.
sexta-feira, agosto 15, 2008
Universo ao meu redor
As palavras e os sons sempre foram importantes. A escrita é clara, mas é a voz que chega ao ouvido de todos. As palavras se formam, mas quando são ouvidas parecem ter mais força. Uma frase dita no momento certo tem o poder de salvar um dia. Uma informação também pode destruir eternamente. Se som de um martelo pela manhã irrita, a voz dos amigos deixa qualquer um feliz. Palavras e sons, juntos em melodia, harmonia e música.
Momentos importantes da vida de cada um. Momentos que acompanham a todos. Em todos os tempos. Todas as fases da vida. Idolos surgem, novos, antigos ou atuais. Cada um cria sua cadeia musical. Importante, intacta, viva em sua mente, memória e lembrança.
Afinal eu que comecei na infância ouvindo o Balão Mágico perguntar quem não sabe assoviar e achava isso super fantástico. Numa época onde as músicas eram mais inocentes, sem vulgaridade, crianças ouviam simplesmente música para crianças.
Então descobrimos todos os problemas da vida, crescer e todas as suas dificuldades. E em alguns momentos ter apenas lágrimas e chuva como o Kid Abelha, sentado em frente a janela do próprio quarto. Um quarto que é seu mundo. Um mundo que é seu Infinito Particular tal qual o da Marisa Monte.
Não há nada melhor que viver a Velha infância lembrada pelos Tribalistas. Numa época que éramos apenas Garotos iguais ao Leoni, felizes, sonhadores e despreocupados. Mas como cantava Cazuza, o tempo não pára. Ele não espera ninguém, não pede passagem, apenas impõe suas regras.
O mundo é injusto. As pessoas são injustas. Você continua crescendo, o tempo não dá trégua. Elis Regina disse que ainda somos como nossos pais. Devemos ser, mas sem deixar a individualidade. Sua filha era igual e diferente, Maria Rita contava a história de algúem desconhecido que valia a pena se espelhar, de um cara valente. Como todos querem ser, mas poucos conseguem.
Compreender o mundo, um lugar dificil. Aprender com Cássia Eller toda a malandragem para sobreviver e seguir em frente. Você conhece a terra e Djavan te apresenta o oceano. Mostra que o mundo é maior do que você imaginava. Roberto Carlos simplesmente diz então que é preciso saber viver. Possivelmente está certo, mesmo não sendo tão simples. Não para todos. Tudo parece mais dificil.
Mas eles estão lá. Eles ensinam, as pessoas seguem os passos. Suas idéias. A música de cada um presente na vida dos ouvintes. Letras eternas, cheias de significado. Cada qual deixando sua marca, seu momento. Nas horas mais dificeis. Eles distraem, relaxam, tranquilizam, energizam, revolucionam, alegram e principalmente questionam.
Gabriel O Pensador me pergunta até quando as pessoas vão aceitar o modo como agem e são tratadas. Mudar o mundo parece ser uma realização. Los Hermanos ensina a ser o vencedor. Não um simples vencedor, mas um humano que sabe a glória de chorar. Enquanto Raul Seixas grita tente outra vez para quem quiser ouvir. Não desistir é uma ótima lição. Ana Carolina e Seu Jorge juntos concordam dizendo apenas É isso ai. Não precisam de mais nada.
Um lugar repleto de artistas respeitáveis, gostaria de citar todos, mas o mundo é grande. Não desmecerendo o repertório estrangeiro muito marcante também em minha vida, mas existem vários talentos brasileiros que também não puderem ser citados, apesar do merecimento. Ensinaram e emocionaram tanto quanto.
Afinal para que discutir? Se até o Skank prefere a garota nacional. Devo concordar. De certo não sou louco, mas espero que seja no minimo um maluco beleza.
Momentos importantes da vida de cada um. Momentos que acompanham a todos. Em todos os tempos. Todas as fases da vida. Idolos surgem, novos, antigos ou atuais. Cada um cria sua cadeia musical. Importante, intacta, viva em sua mente, memória e lembrança.
Afinal eu que comecei na infância ouvindo o Balão Mágico perguntar quem não sabe assoviar e achava isso super fantástico. Numa época onde as músicas eram mais inocentes, sem vulgaridade, crianças ouviam simplesmente música para crianças.
Então descobrimos todos os problemas da vida, crescer e todas as suas dificuldades. E em alguns momentos ter apenas lágrimas e chuva como o Kid Abelha, sentado em frente a janela do próprio quarto. Um quarto que é seu mundo. Um mundo que é seu Infinito Particular tal qual o da Marisa Monte.
Não há nada melhor que viver a Velha infância lembrada pelos Tribalistas. Numa época que éramos apenas Garotos iguais ao Leoni, felizes, sonhadores e despreocupados. Mas como cantava Cazuza, o tempo não pára. Ele não espera ninguém, não pede passagem, apenas impõe suas regras.
O mundo é injusto. As pessoas são injustas. Você continua crescendo, o tempo não dá trégua. Elis Regina disse que ainda somos como nossos pais. Devemos ser, mas sem deixar a individualidade. Sua filha era igual e diferente, Maria Rita contava a história de algúem desconhecido que valia a pena se espelhar, de um cara valente. Como todos querem ser, mas poucos conseguem.
Compreender o mundo, um lugar dificil. Aprender com Cássia Eller toda a malandragem para sobreviver e seguir em frente. Você conhece a terra e Djavan te apresenta o oceano. Mostra que o mundo é maior do que você imaginava. Roberto Carlos simplesmente diz então que é preciso saber viver. Possivelmente está certo, mesmo não sendo tão simples. Não para todos. Tudo parece mais dificil.
Mas eles estão lá. Eles ensinam, as pessoas seguem os passos. Suas idéias. A música de cada um presente na vida dos ouvintes. Letras eternas, cheias de significado. Cada qual deixando sua marca, seu momento. Nas horas mais dificeis. Eles distraem, relaxam, tranquilizam, energizam, revolucionam, alegram e principalmente questionam.
Gabriel O Pensador me pergunta até quando as pessoas vão aceitar o modo como agem e são tratadas. Mudar o mundo parece ser uma realização. Los Hermanos ensina a ser o vencedor. Não um simples vencedor, mas um humano que sabe a glória de chorar. Enquanto Raul Seixas grita tente outra vez para quem quiser ouvir. Não desistir é uma ótima lição. Ana Carolina e Seu Jorge juntos concordam dizendo apenas É isso ai. Não precisam de mais nada.
Um lugar repleto de artistas respeitáveis, gostaria de citar todos, mas o mundo é grande. Não desmecerendo o repertório estrangeiro muito marcante também em minha vida, mas existem vários talentos brasileiros que também não puderem ser citados, apesar do merecimento. Ensinaram e emocionaram tanto quanto.
Afinal para que discutir? Se até o Skank prefere a garota nacional. Devo concordar. De certo não sou louco, mas espero que seja no minimo um maluco beleza.
quarta-feira, junho 11, 2008
A originalidade do clichê
Certa dia, estava em casa sem muito o que fazer, assistindo televisão. Já tinha feito de tudo imaginado, desde ficar morgando em um PC onde ninguém estava on-line, como ficar algumas horas entretido em jogos de vídeo-game.
A grande questão era que eu realmente tinha muita coisa para fazer, que poderiam ser categorizadas como obrigações, justamente o que eu fugia naquele momento. Só que dia, horário e diversos fatores, não permitiam diversão maior. Então, o bom e velho controle remoto na mão e ficar trocando de canal foi a solução para uma tentativa de fim de momento de paz. Depois acabei assistindo dvd, mas não é esse o ponto.
Dentre essas "zappeadas" com o controle remoto, um trailer de filme chamou minha atenção. Normalmente trailers chamam, apesar de não ser exatamente pelo filme. Não vou dizer o nome porque eu não lembro. Tal qual a importância do mesmo e que realmente o que chamou atenção foi o trailer. Não as cenas, mas o final dele em si.
Depois de todas aquelas cenas de angustia, suspense e as mais diversas estratégias para chamar atenção dos espectadores deparei-me com a informação principal: "Sexta-feira 13 nos cinemas".
No mesmo instante a única palavra que passou pela minha mente foi clichê. Essa palavra que pode significar algo como "lugar-comum", retratando aquilo que a maioria faz ou mostra para uma mesma situação. Onde em alguns raros casos pode ser considerado positivo, mas é realmente difícil de acontecer.
Clichês normalmente são considerados pontos certos de aprovação. Já que uma maioria usa, significa que as pessoas gostam daquela fórmula, principalmente na midia.
Muitas vezes vemos as mesmas cenas, em diversos filmes diferentes e isso não nos incomoda. Acredito que quando dentro do clichê algo se destaque, seja diferente e apresente alguma nova idéia. Porém quando usamos essa palavra para descrever a tal cena. Significa que incomodou e não agradou.
Então o clichê acabou ganhando apenas o tom negativo do que poderia ter sido apresentado. Como já disse, ele pode ser bem utilizado, mas seu manuseio vai exigir um desenvolvimento e um cuidado bem maior. De prefêrencia usar um clichê, fugindo dele, da previsibilidade na história ou em seu lançamento, como é o caso.
Resumindo. Vi o trailer. O filme não me chamou atenção, e o fato de ser destacado a "sexta-feira 13" como dia de seu lançamento, apenas confirmou minha opinião (um pré-conceito) de que esse filme, ou no mínimo seu anuncio tende a não ter muita criatividade e originalidade. Palavras que mais se esperam estar atreladas as novas produções cinematográficas.
Existem diversos clichês bons. Filmes que utilizam a mesma fórmula e ainda assim conseguem se diferenciar. Entretanto, já está virando clichê reclamar de clichês. Onde foi parar o "nada se cria, tudo se copia"? Onde foi parar eu realmente não sei, mas acho que na próxima sexta-feira 13 vai ter algo do gênero nos cinemas. Não precisam me convidar.
A grande questão era que eu realmente tinha muita coisa para fazer, que poderiam ser categorizadas como obrigações, justamente o que eu fugia naquele momento. Só que dia, horário e diversos fatores, não permitiam diversão maior. Então, o bom e velho controle remoto na mão e ficar trocando de canal foi a solução para uma tentativa de fim de momento de paz. Depois acabei assistindo dvd, mas não é esse o ponto.
Dentre essas "zappeadas" com o controle remoto, um trailer de filme chamou minha atenção. Normalmente trailers chamam, apesar de não ser exatamente pelo filme. Não vou dizer o nome porque eu não lembro. Tal qual a importância do mesmo e que realmente o que chamou atenção foi o trailer. Não as cenas, mas o final dele em si.
Depois de todas aquelas cenas de angustia, suspense e as mais diversas estratégias para chamar atenção dos espectadores deparei-me com a informação principal: "Sexta-feira 13 nos cinemas".
No mesmo instante a única palavra que passou pela minha mente foi clichê. Essa palavra que pode significar algo como "lugar-comum", retratando aquilo que a maioria faz ou mostra para uma mesma situação. Onde em alguns raros casos pode ser considerado positivo, mas é realmente difícil de acontecer.
Clichês normalmente são considerados pontos certos de aprovação. Já que uma maioria usa, significa que as pessoas gostam daquela fórmula, principalmente na midia.
Muitas vezes vemos as mesmas cenas, em diversos filmes diferentes e isso não nos incomoda. Acredito que quando dentro do clichê algo se destaque, seja diferente e apresente alguma nova idéia. Porém quando usamos essa palavra para descrever a tal cena. Significa que incomodou e não agradou.
Então o clichê acabou ganhando apenas o tom negativo do que poderia ter sido apresentado. Como já disse, ele pode ser bem utilizado, mas seu manuseio vai exigir um desenvolvimento e um cuidado bem maior. De prefêrencia usar um clichê, fugindo dele, da previsibilidade na história ou em seu lançamento, como é o caso.
Resumindo. Vi o trailer. O filme não me chamou atenção, e o fato de ser destacado a "sexta-feira 13" como dia de seu lançamento, apenas confirmou minha opinião (um pré-conceito) de que esse filme, ou no mínimo seu anuncio tende a não ter muita criatividade e originalidade. Palavras que mais se esperam estar atreladas as novas produções cinematográficas.
Existem diversos clichês bons. Filmes que utilizam a mesma fórmula e ainda assim conseguem se diferenciar. Entretanto, já está virando clichê reclamar de clichês. Onde foi parar o "nada se cria, tudo se copia"? Onde foi parar eu realmente não sei, mas acho que na próxima sexta-feira 13 vai ter algo do gênero nos cinemas. Não precisam me convidar.
sábado, março 08, 2008
Páginas em branco
Em alguns momentos de nossa vida, tantas coisas acontecem ao mesmo tempo que nos sentimos perdidos. Eu queria escrever sobre algum fato isolado. Contudo, nada exato vem a mente, mas a cabeça continua a mil, pensando em várias coisas diferentes ao mesmo tempo.
Então percebo, por mais que aqui seja um local para pensar. Nem tudo é exatamente algo para se marcar. Que as vezes, sentamos, pensamos, mas deixamos de lado. Esquecemos, ou não guardamos para a vida. Seriam essas páginas em branco na história de cada um?
Não sei se exatamente em branco, mas com certeza, algo interno. Apenas para nós mesmos. O tipo de sensãção, sentimento ou pensamento, que por mais que todos tenham, quase ninguém conta, ou no minimo não tão eterno e publicamente como aqui.
Não que isso seja classificado como segredo. Apenas algo que não necessita ser contado. Problemas, que vão embora com a mesma instantaniedade que apareceram.
Páginas em branco não devem ter muita explicação, nem muito sentido. Cada um entende como se sente melhor. Prefiro entender como um vazio de idéias para escrever. Eu poderia ter falado do Dia Internacional da Mulher, mas seria muito piegas. Acredito que ninguém precisa ter um dia do ano para ser lembrado, quem é importante é lembrado o ano inteiro por quem realmente importa.
Então percebo, por mais que aqui seja um local para pensar. Nem tudo é exatamente algo para se marcar. Que as vezes, sentamos, pensamos, mas deixamos de lado. Esquecemos, ou não guardamos para a vida. Seriam essas páginas em branco na história de cada um?
Não sei se exatamente em branco, mas com certeza, algo interno. Apenas para nós mesmos. O tipo de sensãção, sentimento ou pensamento, que por mais que todos tenham, quase ninguém conta, ou no minimo não tão eterno e publicamente como aqui.
Não que isso seja classificado como segredo. Apenas algo que não necessita ser contado. Problemas, que vão embora com a mesma instantaniedade que apareceram.
Páginas em branco não devem ter muita explicação, nem muito sentido. Cada um entende como se sente melhor. Prefiro entender como um vazio de idéias para escrever. Eu poderia ter falado do Dia Internacional da Mulher, mas seria muito piegas. Acredito que ninguém precisa ter um dia do ano para ser lembrado, quem é importante é lembrado o ano inteiro por quem realmente importa.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Conselhos e Ações
Vez ou outra é normal em nossas vidas alguém vir pedir algum conselho. O que vou escrever não passa de uma grande e breve constatação. Algo até meio obvio, contudo, senti vontade de escrever sobre. Que é muito mais fácil falar e aconselhar, do que realmente seguir algum conselho dado por alguém ou por si próprio.
No meu ver, é aquele velho hábito de que nossos problemas são maiores do que os problemas dos outros. Unica e exclusivamente porque nossos problemas nos atingem mais que os problemas alheios.
Logo, com conselhos funciona do mesmo jeito. Quando aconselhamos alguém, fazemos parecer fácil. Até acredito que é exatamente esse "espirito de facilidade" que a pessoa procura quando quer ser aconselhada. O fato de alguém fazer daquilo algo fácil, tranquiliza e ajuda a tentar resolver a questão.
Já vi muitas pessoas falando que é dificil aconselhar, mas insisto, é muito mais díficil seguir certos conselhos. Não saber o que dizer para alguém que tem algum problema é normal. Agora ouvir o que é certo, saber o tem que fazer e mesmo assim não conseguir, isso sim eu acho um pouco mais grave.
O ponto principal é que, sempre que uma pessoa me pede um conselho. A primeira coisa que falo é para ela parar, respirar, pensar e analisar a situação como alguém de fora analisaria. Feito isso, a escolha certa partiria de dentro. Afirmo que não adianta afobação, ela sempre atrapalha tudo.
Então, imagine que, como posso falar alguma coisa, se muitas das vezes não consigo seguir o que falo? Era sobre isso que estava me perguntando hoje. Afinal, quando problemas aparecem é dificil manter a calma e o senso analítico. Apesar de no fim conseguir, o caminho é sempre meio torto.
Eu estou esperando poder enxergar esse caminho torto, porque cada vez que eu lembro da montanha de coisas que tenho a fazer e estou devendo, minha cabeça entre em crise. Se fosse para outra pessoa, eu simplesmente diria: "Relaxa e faz uma coisa de cada vez". Ah um dia eu sigo meu próprio conselho. Porém já estou evoluindo, seguindo essa linha de um dia após o outro, já resolvi parte dos meus afazeres.
Contudo, ainda faltam uns outros tantos. Então não custa me lembrar, quantas vezes forem necessárias. "Relaxa e faz uma coisa de cada vez.".
No meu ver, é aquele velho hábito de que nossos problemas são maiores do que os problemas dos outros. Unica e exclusivamente porque nossos problemas nos atingem mais que os problemas alheios.
Logo, com conselhos funciona do mesmo jeito. Quando aconselhamos alguém, fazemos parecer fácil. Até acredito que é exatamente esse "espirito de facilidade" que a pessoa procura quando quer ser aconselhada. O fato de alguém fazer daquilo algo fácil, tranquiliza e ajuda a tentar resolver a questão.
Já vi muitas pessoas falando que é dificil aconselhar, mas insisto, é muito mais díficil seguir certos conselhos. Não saber o que dizer para alguém que tem algum problema é normal. Agora ouvir o que é certo, saber o tem que fazer e mesmo assim não conseguir, isso sim eu acho um pouco mais grave.
O ponto principal é que, sempre que uma pessoa me pede um conselho. A primeira coisa que falo é para ela parar, respirar, pensar e analisar a situação como alguém de fora analisaria. Feito isso, a escolha certa partiria de dentro. Afirmo que não adianta afobação, ela sempre atrapalha tudo.
Então, imagine que, como posso falar alguma coisa, se muitas das vezes não consigo seguir o que falo? Era sobre isso que estava me perguntando hoje. Afinal, quando problemas aparecem é dificil manter a calma e o senso analítico. Apesar de no fim conseguir, o caminho é sempre meio torto.
Eu estou esperando poder enxergar esse caminho torto, porque cada vez que eu lembro da montanha de coisas que tenho a fazer e estou devendo, minha cabeça entre em crise. Se fosse para outra pessoa, eu simplesmente diria: "Relaxa e faz uma coisa de cada vez". Ah um dia eu sigo meu próprio conselho. Porém já estou evoluindo, seguindo essa linha de um dia após o outro, já resolvi parte dos meus afazeres.
Contudo, ainda faltam uns outros tantos. Então não custa me lembrar, quantas vezes forem necessárias. "Relaxa e faz uma coisa de cada vez.".
quinta-feira, janeiro 10, 2008
A arte de escrever
Algumas pessoas conseguem fazer fluir palavras como o sangue corre em suas veias, agrupá-las em frases como os dedos de suas próprias mãos, produzir parágrafos com a mesma intensidade das gotas de suor que se produz em um dia quente de verão, e criar textos com a mesma facilidade com que respiram.
Sempre acreditei que escrever era uma arte, palavras emocionam, palavras causam reações, palavras expressam sentimentos, juntas ou separadas. Textos precisam de inspiração, precisam de trabalho, mesmo que ele seja feito naturalmente, precisa ser único, precisa ser o verdadeiro para seu criador. Deve possuir um motivo, uma razão, mas não necessariamente deve haver alguma explicação. Não precisa exatamente ser entendido, contudo terá diversos significados e consequentemente diversas opiniões a seu respeito. Assim como em qualquer obra de arte.
Algumas pessoas conseguem escrever facilmente, outras, nem tanto, algumas tão pouco. As vezes me sinto como essas pessoas que escrevem na mesma intensidade que o vento sopra nos meses de outono. Em outras, penso que não consigo escrever uma linha sequer com certa coerência. Ainda bem, meu outono parece seguir bem nos invernos e primaveras, mas há sempre um verão.
Ultimamente, andava procurando sobre o que escrever, achava vários assuntos importantes, mas nada muito empolgante, quando realmente percebi, inspiração é importante. Objetivo é um pouco mais importante, vontade vence ambos.
Escrever é uma arte, poucos a dominam de verdade. Jogar palavras é para qualquer um, jogar palavras inteligentes é para muitos, jogar palavras marcantes é para alguns, jogar palavras expressivas e inquietantes é para poucos, mas jogar palavras realmente importantes e significativas, até hoje apenas um.
Escrever é uma arte, dessas que evolui em cada pessoa que a pratica, que melhora a cada instante, muda a cada momentos, mas que sempre expressa o mesmo sentimento, naquele que quer escrever. No meu caso satisfação.
Sempre acreditei que escrever era uma arte, palavras emocionam, palavras causam reações, palavras expressam sentimentos, juntas ou separadas. Textos precisam de inspiração, precisam de trabalho, mesmo que ele seja feito naturalmente, precisa ser único, precisa ser o verdadeiro para seu criador. Deve possuir um motivo, uma razão, mas não necessariamente deve haver alguma explicação. Não precisa exatamente ser entendido, contudo terá diversos significados e consequentemente diversas opiniões a seu respeito. Assim como em qualquer obra de arte.
Algumas pessoas conseguem escrever facilmente, outras, nem tanto, algumas tão pouco. As vezes me sinto como essas pessoas que escrevem na mesma intensidade que o vento sopra nos meses de outono. Em outras, penso que não consigo escrever uma linha sequer com certa coerência. Ainda bem, meu outono parece seguir bem nos invernos e primaveras, mas há sempre um verão.
Ultimamente, andava procurando sobre o que escrever, achava vários assuntos importantes, mas nada muito empolgante, quando realmente percebi, inspiração é importante. Objetivo é um pouco mais importante, vontade vence ambos.
Escrever é uma arte, poucos a dominam de verdade. Jogar palavras é para qualquer um, jogar palavras inteligentes é para muitos, jogar palavras marcantes é para alguns, jogar palavras expressivas e inquietantes é para poucos, mas jogar palavras realmente importantes e significativas, até hoje apenas um.
Escrever é uma arte, dessas que evolui em cada pessoa que a pratica, que melhora a cada instante, muda a cada momentos, mas que sempre expressa o mesmo sentimento, naquele que quer escrever. No meu caso satisfação.
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