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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Please don't stop the music

Lembro-me como se fosse ontem, de algo que na verdade já faz uns 5 anos, quando assisti na minha faculdade uma palestra da Apple sobre um novo produto que seria lançado no mercado em breve, e que segundo as palavras do próprio palestrante "revolucionária o jeito de ouvir música.".

Ouvia atentamente cada palavra, cada vantagem que aquele novo produto iria oferecer. Engraçado que nessa primeira versão ele hoje seria considerado bem simples, mas naquele dia já era algo que realmente surpreendia. Não exatamente apenas por ser algo muito bom, mas principalmente por ser algo exagerado, que não parecia precisar oferecer tanto para agradar, mas que justamente por estar oferecendo deixaria seu preço bem alto.

Sim, essa informação veio logo após meu pensamento. Não era um produto barato, nitidamente não seria. E obviamente a única coisa que eu pensava era que apesar de ser exageradamente benéfico, aquele exagero não era compensador.

Cheguei a comentar com um amigo meu que estava do lado, que talvez fosse até interessante ter um, quando lançasse no mercado alguns meses após a palestra como o homem havia informado, mas que apesar de tudo eu dificilmente iria querer um.

Pois bem, naquela época eu estava assistindo a uma palestra de lançamento/apresentação do mp3 Ipod, com 1gb ou 2gb, "absurdamente música", como o palestrante também fez questão de destacar.

Nos meus pensamentos eu realmente não compraria na época, e depois de um tempo o produto é lançado. Nessa época lembro que entraram junto no mercado Ipod's também de 4gb e 8gb. O que parecia ainda mais absurdo, e eu pensando cada vez o quanto era "ínutil" tanto espaço para música, mais de duas mil músicas como eles insistiam em anunciar.

Alguns meses após o lançamento, a febre já lançada, pessoas sonhando com aquilo, o Ipod's fake já sendo fabricados por marcas desconhecidas, e 9 entre 10 pessoas do mundo sonhando com aquele pequeno aparelho eletrônico, eu continuava achando interessante, mas não compreendia o exagero do produto e da devoção das pessoas.

Menos de um ano pós-lançamento tive minha resposta. Meu tio que mora nos EUA fez sua visita aos parentes e me trouxe um Ipod mp3 20gb (sim, eu sou aquele que achava que 1 gb já era um absurdo.). Ganhei de presente, fiquei muito feliz obviamente e entendi completamente as pessoas que não conseguiam se desgrudar dos seus Ipod's.

Meu único problema era que eu tinha 20gb apenas para música, porque a Apple fez questão de esperar mais alguns meses para lançar Ipod Mp4, mas que seja. Apesar de amar meu Ipod, ainda achava um absurdo 20gb apenas para música, sendo que nunca consegui passar dos 4gb do meu, com algumas poucas mil músicas.

Contudo, só agora nesses dias que meu Ipod simplesmente parou de funcionar e estou há mais de duas semanas sem ouvir música é que percebi o quanto me tornei dependente de um pequeno aparelho. Porque ouvir música em aparelhos de som não me parece mais a mesma coisa, e eu realmente desacostumei meus vizinhos com som alto depois do Ipod, logo, seria injusto. Mas essa é a verdade, estou completamente perdido sem poder ouvir música.

Felizmente existe uma assistência técnica perto de casa, mas levar um ipod de 20gb em um mp3 parece um gasto desnecessário. Além de que, já me foi prometido outro, basta esperar uma nova visita do tio ginga. Enquanto isso vou ouvindo música como e quando posso, porque bem ou mal a música não pode parar.

Ah, apenas para deixar claro. Não gosto da Rihanna, mas o nome da música dela veio a calhar com a ideia da postagem.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Quem quer comprar uma virgindade?

O mundo de hoje está indiscutivelmente diferente do passado. Algumas coisas parecem evoluir para melhor, outras simplesmente se regrediram. Isso é normal e esperado. Afinal, ser sempre igual é monótono e chato, mas as vezes algumas novidades surgem quando você achava que nunca apareceria algo do gênero.

Sim, talvez um exemplo disso fosse o caso de algumas meninas no exterior estarem colocando a venda sua virgindade. Porque incrivelmente algo que era necessidade há séculos atrás para um casamento, virou um fardo a ser carregado por quem ainda a possuia na juventude das últimas décadas, agora ganha ares de fetiche. Não julgo, não condeno, não opino sobre esses casos exatamente.

Contudo, dois casos me chamaram bastante atenção nos últimos dias. Não vou dar os nomes, apesar da maioria conhecer, mas eles me fizeram refletir sobre um ponto interessante. O que seria virgindade? Até que ponto uma pessoa pode se considerar virgem?

No dicionário, virgem é dita aquela pessoa pura, inocente e que nunca teve uma relação carnal com outra, acredito que de nenhuma espécie. Então eis que surge uma senhora dizendo que com uma simples operação médica voltaria a ser "virgem" e daria essa "virgindade" de presente para o atual marido.

Pessoa essa que muitos conhecem, principalmente sua história e sabem que a pureza não é um adjetivo que possa classificá-la, ainda assim ela afirma que voltará a ser virgem.

Outro caso, é a sobrinha de uma antiga cantora, que mesmo falando que vai fazer um filme pôrno, continuará virgem porque fará apenas sexo anal.

Ou seja, tudo indica que na cabeça desse ser, perder a virgindade será somente quando o "hímem" for rompido. O que não seria um problema segundo nossa outra conhecida, uma operação a faria ser virgem de novo, ela pode fazer seu filme pôrno feliz e com tudo o que tem direito.

Então, esse pensamento indica que você pode ser virgem após toda relação sexual que você tiver. Claro que no caso das mulheres quando o ditocujo for rompido. Sexo anal não conta, e os homosexuais são todos virgens.

Volte a dizer, não julgo as pessoas, nem as discrimino. Apenas discordo dessa banalização de um termo. Uma idéia totalmente distorcida que muita gente está aproveitando para aparecer mais uns 15 minutos na mídia. Só falta a senhora que vai operar o hímem usar o mesmo anel de pureza que os garotos do Jonas Brothers, mas é melhor não dar idéia.

Virgindade na minha opinião ainda é um sinonimo de pureza, um estado de espirito e não simplesmente uma alteração que ocorre no corpo após um ato sexual. E desculpe quem concorda com a idéia delas, mas acredito que a inocência não pode nunca ser comprada e recuperada em uma mesa de cirurgia.