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segunda-feira, março 05, 2012

Day 8 — Your favorite internet friend

When i'm sixty four

As vezes eu acho que fiquei maluco. Como poderia alguém trabalhar mais do que eu? Não que eu ache que trabalho muito, eu até consigo equilibrar meu tempo em horários confusos. Mas dai eu conheci você, e eu vi o que é trabalhar demais, mas mesmo assim conseguir um espaço de tempo em uma madrugada para conversar de vez em quando. Contar novidades, sorrir, ficar feliz ou triste com o que nos acontece. Sempre com um cigarro em uma das mãos e toda a preocupação na voz poucas vezes ouvidas, mas sempre imaginada. Infelizmente nós nunca vamos poder assistir juntos a um show dos beatles, mas um dia eu espero te ver ao vivo, e que seja bem antes de um de nós ter sessenta e quatro.


Here comes the sun

Havia todo um monólogo e um brownie com sorvete. Eu nunca fui muito bom com palavras, então eu nunca fui de falar muito, mas sempre fui bom em escutar. Sempre escutei todo mundo que quisesse conversar. Engraçado que contigo aprendi a falar de novo. Aprendi a tirar coisas que eu sempre guardei só pra mim e que continuaria guardando. Engraçado que eu consigo me sentir bem e feliz com tudo isso, foi como se eu tivesse aprendido o que era viver de novo. E cada vez que eu choro, o que tem acontecido com certa frequência ultimamente, e eu posso sorrir com isso. Culpe todo o seu jeito intenso, espontâneo e divertido. Culpe, porque eu culpo e agradeço e vou pedir para você continuar sempre assim. Apenas saiba que não é porque eu aprendi a falar, que eu desaprendi a ouvir. Ainda continuo aqui para quando precisar.


She will be loved

Uma pequena mentira, o mais fofo olhar de indignação e uma saída dramática. A primeira de muitas histórias que eu nunca vou cansar de ouvir. A mais engraçada de todas, porque é a primeira e ainda está gravada no meu celular. De todos os momentos que perdi, o que mais me chateia foi não ter visto você chorar com sua música favorita no show da sua banda favorita. Eu olharia para você e a cor que seu cabelo tivesse na época, qualquer que fosse e iria sorrir com a sua felicidade. Algo daqueles sentimentos inexplicáveis de poucas palavras trocadas, bons ou ruins. Mas voltando aquela menina adorável do aeroporto: Sim, eu pretendo ir e não pretendo ir embora, apenas para ficar ao lado da garota de cabelos vermelhos e do vestido azul imaginário.


All you need is love

Em uma memória antiga eu lembro da menina tímida e do sorriso apaixonado. Ela tinha todo um jeito particular de ser. Ela ainda existe, ainda é unica e ainda é amável e especial, mas ela parece mais forte hoje, e eu vi isso acontecer. Eu tive o prazer de perceber tudo aquilo que ela pode e esta se tornando. Pena que nem todos possam ver, principalmente alguns que estão mais próximos. Não sei se a distancia me faz perceber melhor, mas para mim está tudo ali e tudo melhorando cada dia mais. Ainda existe todo o lado doce e a risada é menos tímida, mas eu nunca vou esquecer que quando eu estava sozinho você estava lá. Daquelas coisas que parecem pequenas para todos, mas significam muito para gente. No fim, eu sempre quis que você fosse feliz, e fico tranquilo de saber que você está encontrando seu caminho, e com ela.


Let it be

Um olhar meio distante, mas com muita sinceridade em uma pessoa só, é até engraçado pensar em tudo. O jeito de sentar ao seu lado e um pouco abaixo, praticamente implorando silenciosamente por um carinho no cabelo que sempre vem. Daquele jeito todo particular de se preocupar. De me entender quando nem eu me entendo, mas né? Quando eu me entendo? De perceber minhas falhas, sejam elas boas ou ruins, e não ter medo de falar ou perguntar. De ceder a casa e cuidar não de um, mas de todos. De um jeito único com um nome único, mesmo que existam onze na sua geração. Estar ali quando mais ninguém estava, e ver o que ninguém deveria ter visto e apenas dizer que entende. Não precisava de mais nada.


How you remind me

Eu sei que eu já te conhecia mesmo de vista. Não lembro exatamente como nos aproximamos mais, apesar de desconfiar que fosse por um motivo claro. Estávamos em um momento parecido, por sorte, você se saiu melhor do que eu. Ver alguém feliz aquele tipo de coisa que me deixa feliz, e você estava lá feliz e sorridente. Era totalmente compreensível, mas mesmo assim você me ouvia, escutava cada coisa que eu tinha pra dizer, cada surto e cada frustração e sempre me incentivava. Sempre me ajuda e as vezes eu acho que abuso demais de você, tanto que o nome correto da música deveria ser como How you endure me. Por isso só tenho a agradecer e torcer para que um dia façam um filme de um golfinho e sua mais adorável coruja.


Viva Forever

Você é maluca assim como eu, adoravelmente, claro. Você tem um jeito tão oposto e tão parecido comigo ao mesmo tempo. Eu poderia dizer que foi uma daquelas identificações imediatas, e foi mesmo. No minimo, foi para mim. Alguém que eu até tinha medo das opiniões, porque era daquelas que podiam machucar. Não por ser rude ou nada, mas por não querer desapontar. Daquelas que a gente se importa tanto que não saberia como reagir. Minha maior felicidade até hoje foi quando te contei algo que temia muito e você de certa forma me apoiou. Meu maior medo era que você pensasse exatamente o que eu pensei de mim no começo e como isso me assustava. Espero estar sempre ao seu lado, porque do nosso jeito particular de se comunicar, a gente se entende muito bem. Qualquer dia sentaremos em frente uma lareira, fofocaremos e comeremos cookies caseiros no frio de uma cidade do interior. Esse certamente é um dos meus maiores sonhos.


Marching on

Sabe aquelas pessoas que você conversa sobre tudo? Tudo mesmo. Que você confia e conta sem medo de parecer ridículo ou bobo. Que você se sente até meio tímido quando está perto, mas que expõe a vida sem nenhum problema. Então, uma das grandes definições de amizade. De uma preocupação natural, e das conversas mais sérias as mais aleatórias, cheias de perguntas divertidas e constrangedoras. Onde tudo é muito aconchegante e a gente se sente em casa dentro de uma caixinha de msn. Dos passeios altamente planejados, e da sensação gostosa de estar junto em alguns poucos dias do ano. De ler sobre o que você escreve, das fotos coladas em um caderno e entender seus sonhos e frustrações. De acreditar que tudo pode dar certo, e esperar que você seja feliz, sempre. Não desistir e quando desanimar saber que estarei ao seu lado para continuar junto contigo.


No roads left

Acho que nunca imaginei que me daria tão bem com uma pessoa de uma forma tão rápida. Acho que nunca sequer sonhei que encontraria alguém com gosto musical tão parecido para continuar surtando com In the end até hoje. Esse alguém é aquele tipo de amigo que te faz escrever uma fic com caras de uma banda, é aquele tipo de amigo que faz tudo parecer mais fácil e natural. E nossa, como é fácil estar do seu lado. Trocar informações, geralmente você sempre sabendo mais do que eu, querendo me matar porque eu não reconheço o Jared alguma coisa, e principalmente alguém que me faz sair de casa antes das cinco da manhã para ir até a rodoviária, e ainda fazer isso sorrindo e ansioso. Que o meet and greet nos espere.


I want to hold your hand

Não sei nem colocar em palavras o quanto eu gosto de você, principalmente porque eu acho que nunca imaginei que gostaria tanto assim de alguém. Esse é o último texto, mas apenas porque eu ainda acredito em alguns ditos populares. Você é uma das pessoas mais fofas que já entrou na minha vida, e que eu agradeço muito por isso. Acho que o meu maior erro foi dizer que você era como um irmão mais novo, porque hoje eu percebo que estava te limitando. Você é muito mais do que isso, tão mais que eu nem consigo explicar. Não em palavras. As vezes acho que exijo demais de você, ou que espero demais. Talvez sim. As vezes eu não entendo muito, e outras parece que tudo é claro. As vezes você não acredita quando eu digo que é para sempre, mas se depender da minha vontade, eu vou segurar a sua mão e nunca deixar você ir embora. As vezes eu digo que amo você, em outras apenas penso em dizer. Mas uma coisa é certa: Eu sempre estarei aqui quando você precisar.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

#Day 1 — Your Best Friend

Foram tantas vezes que eu tentei escrever essa carta, e simplesmente nunca deu certo. Eu sempre acabava apagando e desistindo. Exceto talvez a vez que eu perdi o arquivo em um acidente no computador. O que chega a ser irônico, já que para a maioria essa carta deve ser a mais fácil. No minimo, é essa a impressão que tenho..

Talvez porque essa carta simplesmente não tenha um remetente especifico. Apesar de sempre estar rodeado de excelentes amigos, eu nunca tive um melhor amigo. Melhor amigo no sentido que a palavra faz para mim, obviamente.

Na minha definição simples, melhor amigo é aquela pessoa que você confia tudo. Que você sente falta sempre que está longe. Que é tão intimo que parece ter nascido ao seu lado, e isso faz todo o sentido do mundo. Melhor amigo para mim é aquela pessoa que você pode falar tudo, sem medo nenhum, mas que você não precisa dizer nada, porque tudo já está claro apenas pelo olhar.

Melhor amigo é aquela pessoa que te coloca em primeiro lugar sempre, e você faz o mesmo com ele sem nem pensar. Melhor amigo é aquele que não precisa ligar para aparecer, e não precisa nem que você esteja em casa para aparecer, porque a sua casa é a casa dele também. Melhor amigo é aquele que se sacrifica por você, e que você faz o mesmo por ele.

Melhores amigos não tem prazo de duração, ou tempo para começar. Pode acontecer depois de meses, ou apenas alguns segundos. Contudo, eu tenho a sensação de que está cada vez mais difícil conseguir um. Como se cada vez as pessoas se envolvessem, ou só o fizessem quando houvesse muito interesse.

Quando eu paro para pensar na minha vida, percebo que tive inúmeros candidatos a melhores amigos, de verdade. Pessoas que eu gostava a tal ponto, e confiava bastante, e até parecia ser recíproco, mas que nunca deu tempo de se firmar realmente.

Eu sempre fui muito fechado em relação as pessoas. Não confio nos outros facilmente. Como se eu tivesse que manter uma distancia segura. Não sou de desabafos. Não me abro com qualquer um. Falar dos meus problemas com alguém é muito difícil. Apesar de eu ouvir e tentar ajudar com muita facilidade. Então eu penso que talvez todo esse receio possa ser o problema, ou não, porque é exatamente ele que me faz acreditar que minhas relações são mais fortes, algo emocionalmente racional.

Só sei que, sinceramente, as vezes eu sinto falta de um melhor amigo. Eu vejo o mundo se fechando em duplas e eu sinto falta disso. Sinto falta de alguém que olhe muito por mim. Alguém que seja totalmente meu cúmplice e que eu possa ser também. Alguém que me entenda. Alguém que não julgue. Alguém que me faça sentir bem só de estar presente. Algo que esteja acima das palavras, e que tudo isso seja sentido.

E eu não falo de uma relação de namoro ou casamento, porque eu acredito que melhores amigos estão acima disso. Eu falo de alguém que seja como um irmão que meus pais não me deram, mas que fosse escolhido pelo coração.

Enfim, quem sabe algum dia essa carta seja para você.

terça-feira, setembro 28, 2010

#Day 17 — Someone from your childhood


Lembro de seus cabelos loiros escondendo seus olhos atrás de sua franja. Lembro que sempre que estávamos no elevador alguma senhora elogiava seus cabelos, elogiava nossa aparente tranqüilidade, nos chamavam de pequenos anjos. Aparências enganam.

Lembro da última vez que vi sua tão elogiada franja. Era um dia comum, eu tinha acabado de chegar da escola e você veio me chamar para descer para o play, porque milagrosamente todo mundo estava lá embaixo, e era raro conseguir reunir todo mundo ao mesmo tempo no play. Eu obviamente estava pronto para ir, exceto que, meus pais não estavam, minha tia e a empregada tomavam conta de mim, minha tia havia saído e deixado ordens expressas de que eu só poderia ir para o play depois de terminar os deveres. Malditos deveres.

Então você desceu e eu fui bufando para o quarto. Maldita janela que dava exatamente de frente para onde todos brincavam e gritavam. Quem iria se concentrar quando sua própria mente estava lá embaixo com seus amigos? Eu que não, então, sem poder descer, resolvi participar a minha maneira, sem muita noção. Enchi balões de água e comecei a jogar pela janela. Não acertando ninguém, mas o espírito era que todos agora estavam atentos a minha janela. Eu não estava lá, mas estava participando.

Água, ainda era uma idéia normal, até eu ter o brilhantismo de pegar um tubo de cola colorida amarela, esticar o braço para fora da janela, apertar e nem olhar onde iria cair. E justamente onde? Em quem? Em você. Eu apenas ouvi gritos de felicidade e risos. Sua cabeça estava cheia de cola colorida amarela e todos em volta achavam muita graça.

Decidi que a melhor coisa a fazer era terminar o dever para poder descer. Feito isso, cheguei e haviam me informado, entre aplausos e urros, que você tinha subido para tomar banho e tentar tirar a cola. Você demorava, então subimos para te buscar.

Lembro até hoje do momento que toquei a campainha, e seu pai abriu a porta, vermelho, bufante, com raiva. Eu sempre imaginei que ele não gostava de mim, eu podia sentir nos comentários que ele fazia quando me via “quieto, quieto demais.”.

Então percebi que ele estava ligeiramente nervoso, e comigo. Tive a certeza quando ele gritou coisas como “irresponsável”; “garoto idiota”; “você tem noção do que fez?” e muitas das quais eu não sabia o significado, mas pelo tom não eram elogios. Obvio que não tinha noção, eu era apenas um garoto idiota de 9 anos.

Foi quando te vi atrás dele, na sua sala, através da porta, chorando, e você nunca chorava. E você estava com a cabeça raspada, cabelo extremamente curto e batido. Todos ficaram espantados e eu prendi a respiração e comecei a me arrepender, porque tinha feito meu melhor amigo chorar. A essa altura eu já ignorava seu pai gritando, estava apenas arrependido.

Muito sem graça, falei na hora que você de cabeça raspada tinha ficado até legal. Não era mentira, você realmente estava. Todo mundo concordou, ninguém riu de você, e eu fiquei satisfeito com isso. Então você sorriu e parou de chorar, foi quando voltei a respirar, e já estava pronto para descer para o play e voltar a brincar. Exceto que seu pai ainda não tinha terminado de gritar.

Até que ele finalmente perguntou se eu havia entendido, e eu prontamente respondi que sim, apesar da minha mente ignora-lo totalmente. Foi ai que ele resolveu que não deixaria mais você descer naquele dia porque eu estaria lá, ou descer quando eu estivesse no play, ou mesmo ir à minha casa. Sorte que você fez questão de ignorá-lo nessa parte, e sua mãe era partidária que você ignorasse.

Lembro também que depois desse dia você adotou o corte, e continuou raspando a cabeça durante os três últimos anos antes de você mudar.

Sinto falta dessa época, às vezes, me pergunto se hoje ainda seriamos amigos, se conseguiríamos manter aquela proximidade. Você sempre foi o mais próximo que eu tive de melhor amigo. Tínhamos gostos muito parecidos, jeitos de pensar parecidos. Gostávamos da mesma menina, a Vanessa, que sempre preferiu namorar o Caio, até porque, tínhamos o acordo de que nenhum de nós falaria com ela sobre isso. Tínhamos o mesmo gosto por dinossauros e a mesma vontade de estudar paleontologia (apesar de nenhum de nós conseguir pronunciar isso). Éramos viciados em ‘Onde está Wally?’. Passávamos grande parte do dia juntos, e tudo era feliz.

Até um dia que eu viajei nas férias, como sempre, e quando voltei você havia se mudado, e naquela época ainda não existiam e-mails, ou computadores, ou nada para manter contato. Éramos novos demais para alguém se importar em nos avisar para onde e quando iríamos, então simplesmente, um dia você sumiu e eu não tive mais noticias.

Fomos amigos por um bom tempo até, tivemos muitos histórias, aprontamos muito e nos safamos da maioria, benditos rostos angelicais. Mas realmente, gostaria de saber como seria até hoje, se o seu pai ainda não iria com a minha cara, se nós ainda teríamos gostos parecidos. Gostaria de saber se eu ainda te chamaria de melhor amigo, porque eu senti muita falta disso nos anos posteriores.

quarta-feira, setembro 08, 2010

#12 — The person you hate most/caused you a lot of pain

Admito que chega a ser irônico começar justamente pela carta que eu achei que seria a mais difícil. Difícil porque eu não costumo odiar alguém, e não lembro de muitas pessoas que me causaram algum tipo de dor.

Sinceramente, talvez nem você devesse ter essa carta direcionada, mas mesmo ainda gostando de você, mesmo que eu não sinta raiva ou rancor ou nada do gênero, principalmente por não haver motivo. Eu consegui pensar em você em um momento aleatório, consegui pensar em você como alguém que me deixou chateado e fez eu me auto questionar muito por um longo período.

Só por isso eu já deveria te admirar e te agradecer ainda mais, e realmente o faço, mas também não posso deixar de ficar triste. Afinal, eu sempre quis ser seu amigo, e sempre me esforcei demais para tal. Sempre. Talvez esse esforço em excesso que tenha atrapalhado tudo.

Eu sempre tratei todos bem. Sempre me esforcei para que gostassem de mim. Sempre fui legal com as pessoas, contigo incluso, principalmente contigo, porque eu realmente queria ser seu amigo. Eu admirava você, e achava engraçado, inteligente, e você falava coisas que eu sequer poderia imaginar ou teorizar, e acabava concordando com quase tudo no fim. Eu queria te acompanhar, queria ser como você, queria ter uma imaginação como a sua, ou simplesmente, queria pensar em coisas que fizessem você também me enxergar como alguém legal, como um amigo, como um dos seus.

Talvez eu ainda não tivesse essa capacidade, talvez ainda não tivesse muita noção, talvez eu ainda nem tenha, mas eu me esforçava para estar ali, me esforçava para agradar e muitas vezes era ignorado. Chegava a invejar os seus amigos, aqueles que você procurava, porque eu queria ser um deles, e me perguntava o que havia de diferente. O que eles tinham que aparentemente eu nunca chegaria a ter.

Eu sempre estava ali disponível para ajudar, para opinar, para ver algo novo que você tinha feito, uma foto, um texto, ou simplesmente para te ouvir, para você poder desabafar. Mas nunca era o suficiente e eu nem conseguia te culpar. Como ainda não consigo, até porque eu nunca o farei.

Eu obviamente ainda não compreendo, isso seria pedir muito, contudo tenho plena consciência que sentimento, mesmo de amizade, não é algo que se controla. É simpatia, é inexplicável, tem que ser recíproco, tem que acontecer. Você não pode gostar de alguém simplesmente porque ele também gosta de você. Não acontece assim, por mais que eu quisesse.

Não importa. Eu continuo tratando os outros bem. Continuo tentado ser legal com todos, inclusive aquelas pessoas que eu não sinta algo tão legal e profundo quanto à amizade, porque eu sei como é ruim você querer ser amigo de alguém e não conseguir, e simplesmente ser esnobado e se perguntar o que você fez de errado.

Não vou chegar a dizer que uma das minhas principais características eu aprendi com você, porque eu sempre fui assim, mas posso dizer sem medo, que a idéia amadureceu muito contigo, porque ali eu percebi que realmente machuca você admirar e querer ser amigo de alguém, mas não sentir nem um esforço vindo do outro, não receber atenção.

Eu sabia que bastava eu me afastar para você sumir, por isso faz muito tempo que não tenho noticias suas, mas é certo que quando eu me lembro de ti fico feliz. Só consigo realmente lembrar o que eu gostava em você. Parece que apesar de tudo eu ainda te respeito muito.

Mesmo depois de tanto tempo. Se a gente se conhecesse hoje talvez eu fizesse tudo diferente, ou não.

sexta-feira, agosto 13, 2010

30 Days Letter Project

Acho que estou oficialmente entrando no Projeto, depois de pensar se valeria a pena. Conclui que, sim.


30 Days Letter Project
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 — Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror