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domingo, fevereiro 16, 2014
I Dreamed A Dream
Sonhei um sonho antigo. Eu nunca lembro dos sonhos. Ou eu nunca sonho. Mas consigo lembrar desse de tão vivo, de tão presente, as vezes me pergunto se foi realmente sonho. Eu não estava exatamente feliz, mas estava bem, por isso parecia tão real. Eu não lembro exatamente de tudo o que aconteceu, mas alguns pontos importantes. Lembro de conversas e risadas e abraços e olhares e ficar andando por horas e horas e preocupações e segredos e despedidas. Despedidas com voltas. Tudo confuso e intenso. Eu realmente não queria mais acordar.
sábado, novembro 09, 2013
my own world
Estou aqui e meus pés não tocam o chão.
Estou flutuando;
Mas também estou orbitando.
Não estou puxando ninguém.
Segura na minha mão quem quiser.
Vem quem tem vontade.
Me deixe voar.
Não vou subir demais.
Mas não quero tocar o chão
Não na hora que acham que eu devo.
Toco o chão quando preciso.
Volto a flutuar.
Não precisa entender meu mundo.
Eu já desisti de entender.
Nunca quis na realidade.
Não precisa querer por mim.
Estou flutuando;
Mas também estou orbitando.
Não estou puxando ninguém.
Segura na minha mão quem quiser.
Vem quem tem vontade.
Me deixe voar.
Não vou subir demais.
Mas não quero tocar o chão
Não na hora que acham que eu devo.
Toco o chão quando preciso.
Volto a flutuar.
Não precisa entender meu mundo.
Eu já desisti de entender.
Nunca quis na realidade.
Não precisa querer por mim.
domingo, setembro 22, 2013
Sometimes
As vezes eu fico triste por bobagens. Por coisas insignificantes que significam muito. As vezes eu queria ter o poder de tocar as pessoas e melhorar a vida delas. Queria colocar sorrisos sinceros e felicidade mesmo que por poucos momentos, porque seria utópico demais pedir que fosse por toda uma vida.
As vezes eu só queria conseguir ajudar mais e me ajudar também. Mas acho que eu me ajudaria bastante. As vezes eu queria apenas nascer com esse dom que outros tem de fazer milhares felizes e unir as pessoas. Conhecidas ou estranhas. As vezes eu só fico triste por não conseguir fazer tudo o que posso. Mas as vezes eu fico feliz apenas por... ser feliz, no meu jeito torto.
As vezes eu queria apenas ser outra pessoa, mas sempre, sempre querendo ser eu mesmo.
As vezes eu só queria conseguir ajudar mais e me ajudar também. Mas acho que eu me ajudaria bastante. As vezes eu queria apenas nascer com esse dom que outros tem de fazer milhares felizes e unir as pessoas. Conhecidas ou estranhas. As vezes eu só fico triste por não conseguir fazer tudo o que posso. Mas as vezes eu fico feliz apenas por... ser feliz, no meu jeito torto.
As vezes eu queria apenas ser outra pessoa, mas sempre, sempre querendo ser eu mesmo.
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
quarta-feira, novembro 21, 2012
Desconexo
Fazia tempo que eu não escrevia.
E eu ainda não sinto vontade de escrever.
Acho que de tudo o que eu menos sinto é vontade de escrever.
Na real, eu deveria fechar a minha mente.
Não é tudo o que eu preciso que eu consigo.
A maioria não.
Mas algumas sim.
Por mais que só eu saiba os motivos.
Pensei na história de um vulcão e um homem cego.
Quando tiver mais inspiração transformo em história.
Eu to sorrindo e era só isso que eu precisava saber.
E eu ainda não sinto vontade de escrever.
Acho que de tudo o que eu menos sinto é vontade de escrever.
Na real, eu deveria fechar a minha mente.
Não é tudo o que eu preciso que eu consigo.
A maioria não.
Mas algumas sim.
Por mais que só eu saiba os motivos.
Pensei na história de um vulcão e um homem cego.
Quando tiver mais inspiração transformo em história.
Eu to sorrindo e era só isso que eu precisava saber.
segunda-feira, agosto 20, 2012
Anamorfico
Saberei que é a hora certa de morrer quando o número de lágrimas não for o mais importante.
sexta-feira, agosto 10, 2012
new old routine
Abro, olho, penso e fecho.
Olho, penso, abro e fecho.
Abro, olho, fecho e penso.
Abro, olho, escrevo, penso, olho, apago, penso, escrevo, protelo, apago e fecho.
Suspiro.
Olho, penso, abro e fecho.
Abro, olho, fecho e penso.
Abro, olho, escrevo, penso, olho, apago, penso, escrevo, protelo, apago e fecho.
Suspiro.
segunda-feira, julho 30, 2012
Curtindo a vida adoidado
As vezes você simplesmente acorda pensando em fazer alguma coisa diferente. Não rotineira e completamente louca. Talvez não completamente louca, mas tudo depende do ponto de vista de como você leva a sua vida. Não que pelo meu jeito seja algo tão anormal, mas seria diferente e engraçado e interessante.
Eu estava assim hoje. Meu principal pensamento era ir para a rodoviária, pegar um ônibus sem avisar ninguém e ir para São Paulo bater na casa de algum parente. A graça do ônibus seriam sim as seis horas na estrada. Seis horas olhando o nada e pensando e lendo um livro. Eu preciso terminar de ler tantos livros. Ficar lá ouvindo música e brisando e as vezes eu sinto falta de viajar de ônibus, provavelmente eu já até esqueci a sensação. Levando em consideração que eu sou ansioso e muitas vezes acho que avião demora, ônibus é uma vida e eu poderia fazer muita coisa nessa vida.
Outra graça seria não avisar ninguém. Simplesmente sumir e aparecer. Mas minhas consciência ainda funciona e eu pensava em no minimo avisar meus pais. Algo que tiraria toda a magia de literalmente fugir em uma segunda-feira preguiçosa, e não ter exatamente data para voltar, apesar de ir para um lugar seguro. Longe, mas seguro.
Eu sorri o caminho inteiro imaginando essa fuga e tudo o que eu faria. Ou não faria, porque São Paulo me é um ótimo lugar para não fazer nada.
Viajar. Assim do nada e pro nada. Um dia eu ainda farei isso. Uma dia que eu consiga ser menos responsável. Ou menos preocupado. Mas sem planejar, porque isso também tiraria a magia.
Eu estava assim hoje. Meu principal pensamento era ir para a rodoviária, pegar um ônibus sem avisar ninguém e ir para São Paulo bater na casa de algum parente. A graça do ônibus seriam sim as seis horas na estrada. Seis horas olhando o nada e pensando e lendo um livro. Eu preciso terminar de ler tantos livros. Ficar lá ouvindo música e brisando e as vezes eu sinto falta de viajar de ônibus, provavelmente eu já até esqueci a sensação. Levando em consideração que eu sou ansioso e muitas vezes acho que avião demora, ônibus é uma vida e eu poderia fazer muita coisa nessa vida.
Outra graça seria não avisar ninguém. Simplesmente sumir e aparecer. Mas minhas consciência ainda funciona e eu pensava em no minimo avisar meus pais. Algo que tiraria toda a magia de literalmente fugir em uma segunda-feira preguiçosa, e não ter exatamente data para voltar, apesar de ir para um lugar seguro. Longe, mas seguro.
Eu sorri o caminho inteiro imaginando essa fuga e tudo o que eu faria. Ou não faria, porque São Paulo me é um ótimo lugar para não fazer nada.
Viajar. Assim do nada e pro nada. Um dia eu ainda farei isso. Uma dia que eu consiga ser menos responsável. Ou menos preocupado. Mas sem planejar, porque isso também tiraria a magia.
sexta-feira, julho 27, 2012
quarta-feira, junho 27, 2012
Nunca
Não é como se não fosse esperado desde o começo. Não é como se isso me surpreendesse de certa forma. Não é que eu fique bem com isso, mas também não estou tão mal. Eu só senti necessidade de escrever. Não será a última certamente, mas agora eu senti necessidade. Eu estava querendo e precisando para voltar ao mundo.
É engraçado pensar que eu não sou dado a extremismos. Eu não acredito em pontas ou finais. Isso talvez devesse me fazer acreditar em vida após a morte, mas então também nunca acabaria e não acabar significa não ter um fim. É um extremo, não acredito em extremos.
Não acho que algo de hoje vá necessariamente ser igual para sempre. Não acho que algo tenha a obrigação de mudar. Só sei que eu sei que tudo pode acontecer. As vezes reclamam que eu sempre digo agora não, em vez de um não definitivo, mas isso é apenas a minha maneira de dizer que até mesmo eu posso mudar de ideia dois minutos depois.
Isso também se aplica ao meu problema com promessas. Não sou bom em cumpri-las, por isso evito fazê-las, e odeio que me façam. Então quando eu digo que vou estar aqui para sempre, é porque minha vontade tem um tempo longo o suficiente para eu não saber calcular, mas que me conhecendo será por bastante tempo. E eu jamais vou querer fazer isso preso a uma promessa.
O tempo é relativo. Opiniões e pessoas e atitudes e visões. Tudo. Talvez eu esteja apenas arranjando desculpas, não sei. Só sei que mesmo assim eu me senti um pouco mais livre, mesmo sem querer. Trocaria facilmente essa liberdade. Sei também que eu não acredito em finais e eu realmente nunca acreditei. E por minha vontade eu vou estar aqui sempre.
É engraçado pensar que eu não sou dado a extremismos. Eu não acredito em pontas ou finais. Isso talvez devesse me fazer acreditar em vida após a morte, mas então também nunca acabaria e não acabar significa não ter um fim. É um extremo, não acredito em extremos.
Não acho que algo de hoje vá necessariamente ser igual para sempre. Não acho que algo tenha a obrigação de mudar. Só sei que eu sei que tudo pode acontecer. As vezes reclamam que eu sempre digo agora não, em vez de um não definitivo, mas isso é apenas a minha maneira de dizer que até mesmo eu posso mudar de ideia dois minutos depois.
Isso também se aplica ao meu problema com promessas. Não sou bom em cumpri-las, por isso evito fazê-las, e odeio que me façam. Então quando eu digo que vou estar aqui para sempre, é porque minha vontade tem um tempo longo o suficiente para eu não saber calcular, mas que me conhecendo será por bastante tempo. E eu jamais vou querer fazer isso preso a uma promessa.
O tempo é relativo. Opiniões e pessoas e atitudes e visões. Tudo. Talvez eu esteja apenas arranjando desculpas, não sei. Só sei que mesmo assim eu me senti um pouco mais livre, mesmo sem querer. Trocaria facilmente essa liberdade. Sei também que eu não acredito em finais e eu realmente nunca acreditei. E por minha vontade eu vou estar aqui sempre.
terça-feira, junho 19, 2012
Please
I wanna runaway
Never say goodbye
I wanna know the truth
Instead of wondering why
I wanna know the answers
No more lies
I wanna shut the door
And open up my mind
Maffia Maffia Maffia Maffia Maffia
Não tenho mais cinco anos.
Eu não sei mais o que fazer quando eu preciso me apoiar apenas na minha esperança. Eu não quero isso de novo. Não quero. Não tem como explicar. Eu queria, mas não dá. Por favor respira. Eu não devia ter feito isso. Eu não devia. Eu estou cansado. Eu to com medo. Medo de tudo. Raiva e medo e eu me odeio. Odeio com muita força. Merda de vida. Minha sorte é que eu não tenho coragem.
sexta-feira, junho 15, 2012
good night
Eu tenho demorado mais a dormir. Eu tento dormir cedo, mas não consigo. Então me perguntam porque eu demoro tanto a deitar. Eu nunca respondo, porque é difícil explicar. Difícil explicar que a primeira coisa que acontece quando eu encosto no travesseiro é escutar dentro da minha cabeça a sua voz me chamando, como costumava chamar por qualquer coisa, sempre prolongando a primeira silaba. Todas as noites.
segunda-feira, junho 11, 2012
quarta-feira, maio 30, 2012
Sete chaves
Guarde um segredo a sete chaves
Esconda dentro de uma sacola;
Dentro de uma caixa;
Dentro de um baú;
Dentro de um cofre.
Coloque dentro de um armário;
Dentro de um quarto;
Dentro de uma casa;
No ponto mais alto de uma montanha.
Guarde todos os seus segredos;
Guarde tudo de todos;
Porque se o que você tem melhor magoou as duas pessoas que você mais ama;
Teoricamente o que você tem de melhor;
Então tema o estrago que faria se soubessem das outras coisas.
Guarde tudo e nunca mais deixe nada escapar.
Engula a chave. Todas as sete.
Seja a chave. Todas as sete.
E tranque para todo sempre.
Esconda dentro de uma sacola;
Dentro de uma caixa;
Dentro de um baú;
Dentro de um cofre.
Coloque dentro de um armário;
Dentro de um quarto;
Dentro de uma casa;
No ponto mais alto de uma montanha.
Guarde todos os seus segredos;
Guarde tudo de todos;
Porque se o que você tem melhor magoou as duas pessoas que você mais ama;
Teoricamente o que você tem de melhor;
Então tema o estrago que faria se soubessem das outras coisas.
Guarde tudo e nunca mais deixe nada escapar.
Engula a chave. Todas as sete.
Seja a chave. Todas as sete.
E tranque para todo sempre.
domingo, maio 20, 2012
Papel de bala
Eu estou me sentindo descartável. Não é como se fosse a primeira vez que me sinto assim, mas é uma das piores. Acho que porque eu realmente me senti importante, e então simplesmente nada. Acho que é porque eu realmente sinto muita falta, e então simplesmente eu não sei se sou necessário ou benquisto. Acho que é porque eu eu não quero ser um problema, e então simplesmente eu não sei se espero ou se vou atrás.
Eu sei o que quero, mas eu não sei se devo. No fim parece que cada vez que eu tento chegar a uma resposta eu ganho mais perguntas. Só sei que eu não esqueci, eu não desisti, eu estou aqui e estou apenas esperando, só ainda não sei o que.
Eu sei o que quero, mas eu não sei se devo. No fim parece que cada vez que eu tento chegar a uma resposta eu ganho mais perguntas. Só sei que eu não esqueci, eu não desisti, eu estou aqui e estou apenas esperando, só ainda não sei o que.
when it hasn't been your day, your week, your month, or even your year, but
i'll be there for you when te rain starts to pour
sábado, maio 12, 2012
Hitch
2 meses....
1 mês...
hoje...
___________
Do you know the definition of "perseverance", Miss Melas?
1 mês...
hoje...
___________
Do you know the definition of "perseverance", Miss Melas?
quinta-feira, maio 03, 2012
a blue pixel between black pixels
Eu estou me sentindo sozinho. Absurdamente sozinho, e isso acaba criando um ciclo do qual eu não consigo sair. Porque eu atribuo essa sensação ao fato de eu andar triste e por isso pouco chamativo. Como se ninguém se interessasse, então eu fico cada vez mais triste e cada vez mais sozinho. Dai eu lembro que eu tenho que ficar feliz, para fazer os outros felizes e ter pessoas por perto, as pessoas que eu gosto. Mas isso nunca dá certo, porque não é natural.
Eu sei que eu estou me sentindo sozinho, mas eu estou com várias pessoas em volta como sempre. Ainda me sinto vazio e sei porque me sinto vazio, mas acho que não é essa a única questão. Eu estou com todo mundo onde sempre esteve, mas eu devo estar mais carente que o normal. Então eu volto a me questionar sobre a vida e tudo mais. E eu me sinto cada vez sozinho, como se não houvesse mais uma razão de ser.
Meu professor diria que estou vivendo o mal da sociedade moderna. Não me interessa o nome ou o que isso signifique. Eu só queria não me sentir mais assim. Odeio me sentir assim. As vezes eu acho que só queria a minha vida de volta. Eu nunca me importei em ficar sozinho, mas isso hoje parece doer muito. Talvez porque eu percebi que antes não valia a pena e porque eu achei o que era certo. Agora eu só preciso me achar de novo, e simplesmente, não perder mais do que eu acho que já perdi. A unica coisa que eu sei é que eu não desisti.
quarta-feira, maio 02, 2012
Sem definição
Ontem foi um daqueles dias estranhos. Eu não estava me sentindo bem, como tem acontecido com frequência, então simplesmente durante o almoço e uma conversa um tanto quanto diferente eu acabei contando para minha mãe que eu estava apaixonado por um garoto (nunca esqueço a palavra eufemismo cada vez que menciono apaixonado), quando ela no mesmo instante já mostrou saber de quem se tratava. Fato que não me surpreendeu.
A reação dela em si foi mais surpreendente. Houveram algumas perguntas padrão, todas prontamente respondidas. Algumas sugestões e preocupações. Muitas esperadas. E uma certa calma, algo que eu realmente não esperava. Só que ultimamente eu aprendi a não confiar tanto nas reações iniciais das pessoas, obviamente a maneira que eu levar daqui por diante vai interferir na reação e isso eu também aprendi, apesar de ter consciência que nem tudo é culpa minha, ou está sob o meu controle.
A grande questão é que meu maior medo é ela ficar triste ou algo do gênero, já que eu esperava uma explosão ou uma reação mais agitada. Eu ouvi algumas coisas que me fizeram ver que não é tão simples. A parte mais difícil será mostrar que é possível gostar de alguém independente do gênero, e a forma mais pratica de rotular isso, apesar de eu não gostar de rótulos, é o bissexualismo. Mas eu já tinha consciência que em muitos casos ele é mais difícil de compreender que os extremos.
Eu só sei que foi uma conversa longa e bem interessante. Só sei que eu me senti um pouco mais leve em relação a isso. Só sei que ainda virão muitas conversas parecidas sobre isso. Só sei que no mesmo momento eu queria ter falado para você como foi e como eu me senti. Eu só sinto as vezes que a minha vida está ficando de cabeça para baixo. Só sei que talvez eu tenha feito a coisa mais certa do mundo, ou talvez simplesmente não.
Só o tempo mesmo. E como um bom ariano, eu odeio o tempo.
A reação dela em si foi mais surpreendente. Houveram algumas perguntas padrão, todas prontamente respondidas. Algumas sugestões e preocupações. Muitas esperadas. E uma certa calma, algo que eu realmente não esperava. Só que ultimamente eu aprendi a não confiar tanto nas reações iniciais das pessoas, obviamente a maneira que eu levar daqui por diante vai interferir na reação e isso eu também aprendi, apesar de ter consciência que nem tudo é culpa minha, ou está sob o meu controle.
A grande questão é que meu maior medo é ela ficar triste ou algo do gênero, já que eu esperava uma explosão ou uma reação mais agitada. Eu ouvi algumas coisas que me fizeram ver que não é tão simples. A parte mais difícil será mostrar que é possível gostar de alguém independente do gênero, e a forma mais pratica de rotular isso, apesar de eu não gostar de rótulos, é o bissexualismo. Mas eu já tinha consciência que em muitos casos ele é mais difícil de compreender que os extremos.
Eu só sei que foi uma conversa longa e bem interessante. Só sei que eu me senti um pouco mais leve em relação a isso. Só sei que ainda virão muitas conversas parecidas sobre isso. Só sei que no mesmo momento eu queria ter falado para você como foi e como eu me senti. Eu só sinto as vezes que a minha vida está ficando de cabeça para baixo. Só sei que talvez eu tenha feito a coisa mais certa do mundo, ou talvez simplesmente não.
Só o tempo mesmo. E como um bom ariano, eu odeio o tempo.
domingo, abril 29, 2012
shame of me
Talvez eu esteja me dando muito crédito pela culpa, porque eu sei que não sou apenas eu que ando errando, mas isso não diminui o quanto eu fiquei mal. Era pra ser uma brincadeira, uma frase solta e de forma impensada, principalmente porque ela nunca representou de fato o que eu sentia. Então eu me senti pegando todos os meus sentimentos dos últimos meses e os ignorando, por um segundo que fosse, e eu nem percebi. O fato de não ter percebido é o que me faz me sentir pior.
Eu sei porque eu já estive em situação parecida. Então eu tentei pedir desculpa, mas não me parece suficiente. Eu só continuo sem saber o que fazer. E pode até parecer drama, mas por causa de alguns segundos, hoje eu estou me sentindo uma pessoa horrível.
Eu sei porque eu já estive em situação parecida. Então eu tentei pedir desculpa, mas não me parece suficiente. Eu só continuo sem saber o que fazer. E pode até parecer drama, mas por causa de alguns segundos, hoje eu estou me sentindo uma pessoa horrível.
terça-feira, abril 24, 2012
middle
Eu não lembro o dia que foi. Não lembro nem exatamente quantos anos eu tinha, apenas sei que era algo em torno de nove ou dez. Era algo novo e que mudaria minha vida, tanto que, eu não lembro mais como era antes. Não que eu não tenha lembranças de antes, apenas não lembro mais da interação dos meus pais.
Então eu me acostumei a ter pais separados, e esqueci como seria ter eles morando juntos. Não houveram brigas e nem grandes discussões, eles apenas separaram e isso deveria soar muito mais confuso na minha cabeça, só que não. Eu esqueci tanto que não lembrava de como era tê-los juntos. E era estranho, mas ao mesmo tempo me ajudou em alguns aspectos para superar. Não que tenha sido um grande problema. Eu tive minhas reações, eu tive algumas sequelas, mas nem todas foram perceptíveis, apesar de não tão pequenas. Muitas delas me acompanham até hoje, e algumas eu realmente gostaria de me livrar.
Lembro que quando me perguntavam se eu queria meus pais juntos novamente eu respondia que não. Eu realmente não fazia questão. Só que me olhavam como se eu fosse uma pessoa terrível. Eu era criança ainda, não podia ser tão ruim assim. Hoje eu fico com a impressão que eles queriam que eu sofresse muito. E não digo meus pais, mas todas as outras pessoas a volta. Até que eu fiquei com medo de dizer que me era indiferente, me senti acuado e respondia que sim, seria legal tê-los juntos de novo. Então eu tentava me forçar a lembrar como era, e até hoje são cenas que eu tenho dificuldade. Mesmo com fotos, mesmo com as histórias, é como se eu tivesse apagado tudo apesar de saber que era feliz. E não, não é um grande trauma ou tabu.
Também as vezes fico pensando no dia que meu pai me colocou no carro dele e explicou toda a situação. Lembro dele me olhando e perguntando com quem eu queria ficar. A resposta para mim era obvia, apesar de eu ser apenas uma criança. Ele também sabia que a resposta era obvia, mas eu não queria falar. Não vou dizer que foi injusto ele perguntar, porque não foi. Só que ao mesmo tempo eu realmente preferia não ter respondido nada naquele dia. De qualquer jeito não era uma opção ficar em silêncio. Então ele me olhou e disse que entendia. Acho que foi o único momento que eu me senti realmente péssimo com a separação. Não que eu não tenha sentido tristezas esporádicas depois, mas nunca um momento como aquele. E ainda diziam que eu não tinha idade para entender.
Depois disso eu me acostumei a ter pessoas que eu gosto em lugares separados. Apesar de meus pais sempre conseguirem dividir bem o mesmo espaço. Aliás, as vezes acho que eles conversam mais entre si do que comigo. Só que eu aprendi a lidar com estar com pessoas e gostar de pessoas que não se falam ou não se entendem. Aprendi a lidar com a questão de muitas vezes até querer elas juntas, e me sentir mal por elas não estarem, mas entender e aguentar. Como acontecia comigo na época da escola onde alguns dos meus melhores amigos não se suportavam, e eu tinha que conviver com eles separados e como era uma sensação estranha quando tentava colocá-los juntos, porque sim, eu tentei algumas vezes. E como isso sempre foi acontecendo ao longo da minha vida em maiores ou menores escalas. E como as vezes eu acabo falhando.
Certamente eu acho que nada será pior do que a sensação que eu tive aquele dia. Onde eu realmente me senti tendo que fazer uma escolha na qual eu perderia de qualquer forma. Por isso eu odeio colocar alguém em uma posição parecida. Eu me sinto mal com isso, e eu tenho medo de ser colocado nela de novo, mesmo que não vá doer com a mesma intensidade. Eu aprendi a lidar com tê-los em lugares diferentes. Hoje em dia eu trabalho com os dois, cada um com sua empresa. E as vezes me vejo numa situação em que ambos estão com algo urgente para resolver, e incrivelmente, meu pai sempre fala para eu resolver primeiro a questão da minha mãe. Eu apenas sinto que ele não quer de jeito nenhum me colocar de novo naquele carro.
Então eu me acostumei a ter pais separados, e esqueci como seria ter eles morando juntos. Não houveram brigas e nem grandes discussões, eles apenas separaram e isso deveria soar muito mais confuso na minha cabeça, só que não. Eu esqueci tanto que não lembrava de como era tê-los juntos. E era estranho, mas ao mesmo tempo me ajudou em alguns aspectos para superar. Não que tenha sido um grande problema. Eu tive minhas reações, eu tive algumas sequelas, mas nem todas foram perceptíveis, apesar de não tão pequenas. Muitas delas me acompanham até hoje, e algumas eu realmente gostaria de me livrar.
Lembro que quando me perguntavam se eu queria meus pais juntos novamente eu respondia que não. Eu realmente não fazia questão. Só que me olhavam como se eu fosse uma pessoa terrível. Eu era criança ainda, não podia ser tão ruim assim. Hoje eu fico com a impressão que eles queriam que eu sofresse muito. E não digo meus pais, mas todas as outras pessoas a volta. Até que eu fiquei com medo de dizer que me era indiferente, me senti acuado e respondia que sim, seria legal tê-los juntos de novo. Então eu tentava me forçar a lembrar como era, e até hoje são cenas que eu tenho dificuldade. Mesmo com fotos, mesmo com as histórias, é como se eu tivesse apagado tudo apesar de saber que era feliz. E não, não é um grande trauma ou tabu.
Também as vezes fico pensando no dia que meu pai me colocou no carro dele e explicou toda a situação. Lembro dele me olhando e perguntando com quem eu queria ficar. A resposta para mim era obvia, apesar de eu ser apenas uma criança. Ele também sabia que a resposta era obvia, mas eu não queria falar. Não vou dizer que foi injusto ele perguntar, porque não foi. Só que ao mesmo tempo eu realmente preferia não ter respondido nada naquele dia. De qualquer jeito não era uma opção ficar em silêncio. Então ele me olhou e disse que entendia. Acho que foi o único momento que eu me senti realmente péssimo com a separação. Não que eu não tenha sentido tristezas esporádicas depois, mas nunca um momento como aquele. E ainda diziam que eu não tinha idade para entender.
Depois disso eu me acostumei a ter pessoas que eu gosto em lugares separados. Apesar de meus pais sempre conseguirem dividir bem o mesmo espaço. Aliás, as vezes acho que eles conversam mais entre si do que comigo. Só que eu aprendi a lidar com estar com pessoas e gostar de pessoas que não se falam ou não se entendem. Aprendi a lidar com a questão de muitas vezes até querer elas juntas, e me sentir mal por elas não estarem, mas entender e aguentar. Como acontecia comigo na época da escola onde alguns dos meus melhores amigos não se suportavam, e eu tinha que conviver com eles separados e como era uma sensação estranha quando tentava colocá-los juntos, porque sim, eu tentei algumas vezes. E como isso sempre foi acontecendo ao longo da minha vida em maiores ou menores escalas. E como as vezes eu acabo falhando.
Certamente eu acho que nada será pior do que a sensação que eu tive aquele dia. Onde eu realmente me senti tendo que fazer uma escolha na qual eu perderia de qualquer forma. Por isso eu odeio colocar alguém em uma posição parecida. Eu me sinto mal com isso, e eu tenho medo de ser colocado nela de novo, mesmo que não vá doer com a mesma intensidade. Eu aprendi a lidar com tê-los em lugares diferentes. Hoje em dia eu trabalho com os dois, cada um com sua empresa. E as vezes me vejo numa situação em que ambos estão com algo urgente para resolver, e incrivelmente, meu pai sempre fala para eu resolver primeiro a questão da minha mãe. Eu apenas sinto que ele não quer de jeito nenhum me colocar de novo naquele carro.
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