Quando você tenta várias postagens e nada dá certo. Nada sai como deveria sair. Então você apaga uma, duas ou três vezes. Você não sabe o que escrever. Apenas precisa. E você entende essa necessidade, mas não consegue .
Então você percebe que você só queria ter conseguido falar no telefone. E você queria conversar e sorrir e falar bobagens e aleatoriedades e escutar aquela risada tão boa e as palavras em um tom quase sussurrado, mas tão característico e tudo faria sentido. Para você poder dormir bem. Mas você sabe que vai dormir bem porque você não esquece. Nunca esquece. E nem precisa de uma referencia dos seus professores, que passaram dias inspirados, porque está sempre lá.
E você acha graça nisso tudo, e então você percebe que não precisa ser perfeito, porque simplesmente é aquilo que você sente. E então você pode dormir porque conseguiu escrever. Só teria sido melhor se também pudesse ter escutado. Mas você escuta uma música. Uma música até antiga, mas tão nova que finalmente ganhou o significado que você queria.
Então quando você começa a falar de si mesmo na terceira pessoa percebe que é melhor dormir, ou tentar, porque você sabe que suas lembranças não vão deixar que isso aconteça tão cedo. Até que você imagina aquele boa noite e finalmente fecha os olhos.
quinta-feira, abril 12, 2012
terça-feira, abril 10, 2012
Amnésia
Dai que eu sempre quis ter amnésia. De simplesmente acordar um dia e esquecer de tudo. Abrir os olhos e não saber quem eu sou, ou por que eu sou. Apenas ser eu ali em uma nova vida. Sem nome, sem endereço, sem ideias e sem personalidade. Como se nada tivesse existido. Como se tudo fosse novo, assustadoramente novo. Mas só é assustador quando você lembra. Quando você lembra e sabe o que tem para esquecer. E por muito tempo isso não me assustou.
Mas hoje eu não quero esquecer. Hoje eu tenho lembranças que eu não quero perder de jeito nenhum. Hoje eu tenho até imaginações que eu não quero abandonar, e sonhos que eu quero lembrar para um dia realizar. Engraçado como as coisas mudam. Engraçado como algumas pessoas podem fazer tudo mudar, mesmo que elas nem imaginem que tem esse poder.
Em um desses sonhos nós estávamos andando de mãos dadas em um shopping aleatório. Então eu me perguntava se você andaria comigo de mãos dadas no shopping. Só que eu nunca consegui ouvir a resposta. Pode ser uma coisa tão boba e pequena, mas eu lembro que eu nunca tive essa coragem. Já reclamaram disso comigo, já foi motivo de discussão, mas eu nunca gostei de fato. Parece algo tão intimo. Só que hoje eu tenho essa vontade. Tenho essa vontade contigo. E mesmo que talvez nunca aconteça, é o tipo de coisa que eu não quero esquecer, porque o simples pensamento me faz sorrir.
Mas hoje eu não quero esquecer. Hoje eu tenho lembranças que eu não quero perder de jeito nenhum. Hoje eu tenho até imaginações que eu não quero abandonar, e sonhos que eu quero lembrar para um dia realizar. Engraçado como as coisas mudam. Engraçado como algumas pessoas podem fazer tudo mudar, mesmo que elas nem imaginem que tem esse poder.
Em um desses sonhos nós estávamos andando de mãos dadas em um shopping aleatório. Então eu me perguntava se você andaria comigo de mãos dadas no shopping. Só que eu nunca consegui ouvir a resposta. Pode ser uma coisa tão boba e pequena, mas eu lembro que eu nunca tive essa coragem. Já reclamaram disso comigo, já foi motivo de discussão, mas eu nunca gostei de fato. Parece algo tão intimo. Só que hoje eu tenho essa vontade. Tenho essa vontade contigo. E mesmo que talvez nunca aconteça, é o tipo de coisa que eu não quero esquecer, porque o simples pensamento me faz sorrir.
sábado, abril 07, 2012
quinta-feira, abril 05, 2012
Pushing Me Away
Então que hoje eu senti raiva, daquelas que conseguem até me assustar. Talvez me assuste por ser tão raro, ou talvez seja a intensidade mesmo, mas me assusta. Eu odeio sentir raiva. Odeio tanto que começo a me irritar comigo mesmo por estar com raiva. Odeio porque eu vejo que não tem motivo para isso. Odeio porque eu tento me negligenciar isso. Então eu começo a me odiar mais por estar com raiva e isso me irrita.
Até o momento que eu começo a brigar comigo mesmo. Começo a questionar por que eu não me deixo ter esse sentimento. Todos dizem que é natural, mas muito antes do fim eu já não sei mais porque tudo começou, porque eu estava daquele jeito e só estar daquele jeito me irrita. Eu começo a me irritar comigo mesmo e nada mais.
Então que hoje eu chorei. Chorei de uma forma tão desesperada que eu não estava raciocinando. Aliás, a falta de raciocínio já estava me acompanhando desde a raiva. Eu chorei e me questionei e me odiei e chorei ainda mais. Eu lembrei de tudo e briguei comigo mesmo e implorei a mim mesmo, porque nem eu queria me dar uma chance.
Até o momento que me viram com raiva e chorando. Até o momento que você me "viu" naquele estado. E se eu já me odiava por estar nele. Eu odiava mais ainda deixar alguém saber dele. Parece bobagem, mas para alguém que não se permite perder o controle, ser visto dessa forma é a pior coisa que pode acontecer.
Então que hoje eu senti medo. Senti um medo que pode soar irracional quando contado, mas que parece a coisa mais obvia durante o processo. E toda minha insegurança vem a tona. E todos os receios. E todas as lembranças de coisas que vem antes de tudo. E todas as frases e promessas. E todas as decepções. Tudo. E eu não me permitia por medo. Eu não me permito por medo.
Até o momento que eu me acalmo. Não é um momento que demora a acontecer, mas é pior do que tudo acima. Porque vem apenas uma culpa e uma sensação de que eu não sou nada. De que tudo serviu apenas para me deixar ainda mais sozinho e que no fim eu sempre sou errado. Também podem não ser pensamentos racionais, mas isso não os torna menos inevitáveis.
Só consigo concluir que minhas melhores qualidades vem dos meus piores defeitos. E por mais que eu esteja melhorando quanto a isso, escrever sobre isso já ser um avanço, acredito que vou morrer antes de terminar o processo.
Até o momento que eu começo a brigar comigo mesmo. Começo a questionar por que eu não me deixo ter esse sentimento. Todos dizem que é natural, mas muito antes do fim eu já não sei mais porque tudo começou, porque eu estava daquele jeito e só estar daquele jeito me irrita. Eu começo a me irritar comigo mesmo e nada mais.
Então que hoje eu chorei. Chorei de uma forma tão desesperada que eu não estava raciocinando. Aliás, a falta de raciocínio já estava me acompanhando desde a raiva. Eu chorei e me questionei e me odiei e chorei ainda mais. Eu lembrei de tudo e briguei comigo mesmo e implorei a mim mesmo, porque nem eu queria me dar uma chance.
Até o momento que me viram com raiva e chorando. Até o momento que você me "viu" naquele estado. E se eu já me odiava por estar nele. Eu odiava mais ainda deixar alguém saber dele. Parece bobagem, mas para alguém que não se permite perder o controle, ser visto dessa forma é a pior coisa que pode acontecer.
Então que hoje eu senti medo. Senti um medo que pode soar irracional quando contado, mas que parece a coisa mais obvia durante o processo. E toda minha insegurança vem a tona. E todos os receios. E todas as lembranças de coisas que vem antes de tudo. E todas as frases e promessas. E todas as decepções. Tudo. E eu não me permitia por medo. Eu não me permito por medo.
Até o momento que eu me acalmo. Não é um momento que demora a acontecer, mas é pior do que tudo acima. Porque vem apenas uma culpa e uma sensação de que eu não sou nada. De que tudo serviu apenas para me deixar ainda mais sozinho e que no fim eu sempre sou errado. Também podem não ser pensamentos racionais, mas isso não os torna menos inevitáveis.
Everything falls apart
Even the people who never frown
Eventually break down
Só consigo concluir que minhas melhores qualidades vem dos meus piores defeitos. E por mais que eu esteja melhorando quanto a isso, escrever sobre isso já ser um avanço, acredito que vou morrer antes de terminar o processo.
terça-feira, abril 03, 2012
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