quarta-feira, janeiro 30, 2008

Não foi possivel completar....

Sábado, dia 26 de janeiro, eu fui ao cinema assistir "O Caçador de Pipas", um excelente filme, que eu ainda não li o livro, mas provavelmente irei comprá-lo. Como na maioria das vezes, sempre que vejo um filme que gosto muito, pensei em escrever sobre. Foi nesse ponto que meus problemas começaram. Há anos a internet na minha casa é o Velox Banda Larga (O que realmente não quer dizer muita coisa).

Primeiramente, devo lembrar de como as pessoas achavam uma das coisas mais odiosas do Mundo ter que lidar com telemarketing. Já que na maioria das vezes, você é empurrado de atendente em atendente até que sua ligação caia, ou você perca definitivamente a paciência. Apesar de o mais normal é que ambos aconteçam juntos.

Mais normal ainda nesses serviços é que existe uma gritante diferença no atendimento de quando você está aderindo aquela determinada empresa (no meu caso o provedor da internet), de quando você está com problemas, ou pretendendo cancelar (Nesse caso especifico nem existe atendimento).

No momento inicial tudo é perfeito, tudo é rápido, tudo funciona como uma orquestra, onde nenhum instrumento sai do tom. Pessoas felizes falam contigo, tem respostas positivas para qualquer pergunta, não deixam duvidas, e sempre prometem e garantem que caso aconteça algum imprevisto, ele não irá demorar a ser resolvido. Depois do determinado plano adquirido, vem o problema, e com esse problema, mais problemas.

Como estava dizendo antes, eu pretendia escrever sobre o filme no sábado, mas fiquei sem internet (a conexão caia de 5 em 5 minutos), eu pensava em escrever, a internet simplesmente parava tudo com aquela tão adorada frase "A página não pode ser exibida". Pronto, no mesmo instante passa pela cabeça que é o problema de um dia, apesar de ter acontecido problemas semelhantes durante a semana, mas não tão esporadicamente como no final de semana.

Primeiro passo, ligar para a Velox. Objetivo simples, falar com algum funcionário, já esperando ser tratado como bola de Ping-pong (Tênis de mesa), porém com o problema resolvido no fim de umas duas horas. Sim, no Brasil isso é a máxima da esperança de um serviço pago.

Minha mãe, titular da linha resolveu ligar, e para nossa surpresa, uma Máquina nos atendeu. E dessa máquina não saimos por horas, quase dias. Sempre que essa máquina (o primor da eficiência) tentava transferir a ligação para aqueles seres humanos atendentes, a ligação caia, e era audivel aquele tão amado "Tum-tum-tum". Nesse momento pensei em algo que achava sinceramente, que nunca se passaria pela minha cabeça: "Que saudade dos atendentes de Telemarketing."

Depois de muito esforço, a máquina (com voz doce e angelical), conseguiu transferir uma ligação com sucesso. Então finalmente ouvimos a voz do tal atendente de telemarketing, e junto com ele a sensação de bola de ping-pong (nesse momento toda e qualquer saudade evaporou).

Começa a dor de cabeça, primeiro repetir duzentas vezes o número de telefone e o nome, depois realizar o procedimento padrão (odeio essa parte que nunca adiantou de nada no meu caso, mas vai explicar para eles que eu só ligo para reclamar depois de olhar, tirar e recolocar cada fio no lugar).

Passada a fase do mexer, remexer, reiniciar e é claro, cair a ligação. Só resta ligar de novo e repetir o processo até talvez concluir o minimo desejado. Mais um tempo de esforço, e eles chegam a conclusão que o problema não seria simplesmente resolvido pelo telefone. Agendar um tecnico para o dia seguinte. Perfeito, durante a presença do ser, tudo funciona, mas ainda assim, ele mexe, troca modem, filtros e etc. Vai embora com tudo funcionando perfeitamente. Até a noite, quando o mesmo problema volta, e novamente segue a maratona de telefonemas.

A grande questão não é falar mal do Telemarketing (até porque minha prima trabalhou nessa área durante alguns anos), mas sim do sistema que é imposto e de como esse trabalho é mal aproveitado.

Contudo, por que reclamar? Afinal pagamos um serviço, mas não temos o direito de acessá-lo. Realmente é pedir demais poder entrar na internet a qualquer hora do dia ou da noite, sem ter a preocupação se ela vai funcionar direito ou não. É uma sensação muito boa ligar e se humilhar para que a empresa (que recebe em dia o valor cobrado) resolva um problema sem te tratar como um anormal que está exigindo mais do que deveria.

Minha internet ainda sofre problemas, e provavelmente virá outro(s) técnico do Provedor tentar resolver. Isso é claro, quando eles puderem, não quero atrapalhar a vida de ninguém. E provavelmente, eles estejam muito ocupados com pessoas mais importantes (novos clientes).

Afinal, com que moral podemos reclamar do serviço público, se no local em que vivemos, nem mesmo os serviços particulares (pagos) nos respeitam.

domingo, janeiro 20, 2008

Em busca da felicidade

Esse final de semana surgiu uma brilhante idéia, voltar a locadora. Lugar que, admito, não frequentava há um certo tempo. Acredito que esperava haver uma renovação dos filmes de lá. Afinal, já vi a maioria que me pareceu interessante. Um dos pontos altos da locadora em questão, é que não é unicamente de filmes Blockbuster (que eu também tenho carteirinha obviamente).

Entretanto, apesar do título, não vou falar aqui do filme do Will Smith. Porque até onde eu sei, o filme dele é À procura da felicidade. Além de eu ainda não tê-lo visto e por ele já ser bem conhecido e reconhecido pelo grande público, ou seja, não seria nenhuma novidade. Apenas citei o filme, porque já vi e ouvi muitos comentários (confusos) sobre ele quando digo que assisti Em busca da Felicidade (A west Texas children´s story ou Have Dreams, Will Travel). Já vi ambos como nome original do filme e ainda não tenho certeza de qual seja exatamente.

O filme se concentra basicamente na história de Benjamim (Cayden Boyd) e Cassie (Anna Sophia Robb). Ambos com mais ou menos 13 anos, que resolvem juntos sair pelo país atrás dos tios dela. Já que ela ficou recentemente órfã, enquanto que os pais dele pouco se importam com sua presença.

Um gênero road movie que eu realmente não esperava muita coisa, mas me surpreendeu absurdamente. Apesar de já ter assistido filmes com Anna Sophia. Dentre eles Ponte para Terabitia, um de meus filmes favoritos. Eu realmente não achava que esse filme em si seria tão chamativo. Com um mesmo tom de Ponte para Terabitia, essa história retrata de forma excepcional a inocência "infanto-juvenil" e o crescimento e desenvolvimento emocional de seus personagens. Usando um enredo coeso, convincente e bem desenvolvido, sem esquecer é claro dos diálogos inteligentes e bem estruturados.

Ambos os atores principais realmente surpreenderam em suas interpretações. Mesmo contracenando com outros grandes atores que fizeram pontas durante a história, como Val Kilmer por exemplo. Raras são às cenas em que o espectador não sente a emoção de cada personagem.

É um filme que se passa nos anos 60, com estilo de filmagem dos anos 80, porém feito entre os anos de 2006 e 2007. Admito que nos primeiros 5 minutos de filme, estranhei o estilo de gravação, contudo ao longo da história fui entendendo e achando genial o modo como o diretor usou as câmeras, iluminação e etc.

Bom, normalmente existem diversos filmes ótimos, que pecam no final. Ainda bem que esse não me decepcionou nesse ponto, e fechou de forma até inesperada. Mas nem tudo é perfeito, e apenas uma coisa me incomodou no filme, contudo nada que possa prejudicar minha ótima opinião em relação a ele, seus atores e seu diretor. O filme não tem um começo forte. A duração é curta e rapidamente o espectador já se sente no meio do filme, porém como eu disse antes, nada que realmente atrapalhe a continuidade da história.

Em busca da felicidade, eu vi, e recomendo. Uma pena que tão pouco ouço sobre ele. E apenas o descobri ao acaso em uma locadora, apesar de ser um filme relativamente novo. Se um dia eu achar o dvd, eu compro.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

A arte de escrever

Algumas pessoas conseguem fazer fluir palavras como o sangue corre em suas veias, agrupá-las em frases como os dedos de suas próprias mãos, produzir parágrafos com a mesma intensidade das gotas de suor que se produz em um dia quente de verão, e criar textos com a mesma facilidade com que respiram.

Sempre acreditei que escrever era uma arte, palavras emocionam, palavras causam reações, palavras expressam sentimentos, juntas ou separadas. Textos precisam de inspiração, precisam de trabalho, mesmo que ele seja feito naturalmente, precisa ser único, precisa ser o verdadeiro para seu criador. Deve possuir um motivo, uma razão, mas não necessariamente deve haver alguma explicação. Não precisa exatamente ser entendido, contudo terá diversos significados e consequentemente diversas opiniões a seu respeito. Assim como em qualquer obra de arte.

Algumas pessoas conseguem escrever facilmente, outras, nem tanto, algumas tão pouco. As vezes me sinto como essas pessoas que escrevem na mesma intensidade que o vento sopra nos meses de outono. Em outras, penso que não consigo escrever uma linha sequer com certa coerência. Ainda bem, meu outono parece seguir bem nos invernos e primaveras, mas há sempre um verão.

Ultimamente, andava procurando sobre o que escrever, achava vários assuntos importantes, mas nada muito empolgante, quando realmente percebi, inspiração é importante. Objetivo é um pouco mais importante, vontade vence ambos.

Escrever é uma arte, poucos a dominam de verdade. Jogar palavras é para qualquer um, jogar palavras inteligentes é para muitos, jogar palavras marcantes é para alguns, jogar palavras expressivas e inquietantes é para poucos, mas jogar palavras realmente importantes e significativas, até hoje apenas um.

Escrever é uma arte, dessas que evolui em cada pessoa que a pratica, que melhora a cada instante, muda a cada momentos, mas que sempre expressa o mesmo sentimento, naquele que quer escrever. No meu caso satisfação.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Problemas com números

Definitivamente não sou o fã número 1 da matemática. Eu realmente compreendo sua utilidade, acho ela importante, básica e necessária. Difícil? Com certeza não é das mais fáceis, apesar de ter certa lógica. Eu respeito e aplaudo quem a domina. Contudo, não é exatamente dela como matéria ou meio de vida que vim falar aqui.

O problema que me falei no título é justamente com números. Alguns dos números mais presentes na nossa vida, a idade. No que a idade me incomoda? Em nada, absolutamente nada. O que eu não compreendo são as limitações que a sociedade impõe as pessoas relacionadas a ela.

Novamente, não é exatamente sobre a menor idade que venho aqui falar. Até porque admito que algumas delas, mesmo que "sem lógica" e ultrapassadas, são de certo, necessárias. Algumas limitações para menores ainda parecem ser corretas. Mas como já disse, não são essas relacionadas a leis que estou falando.

Aqui vou falar em relação ao "senso comum", às vezes bom, às vezes injusto (como é o caso aqui na minha opinião).

Parece que aos olhos da maioria, você passando de uma certa idade, deveria ser proibido de (ainda) gostar de coisas que você gostava quando mais novo. Como se um simples número, número de anos, meses e dias que você já viveu definem o que você deveria gostar em determinada época. De certo, gostos mudam. Você sempre pode deixar de gostar de alguma coisa, e começar a gostar de outras novas. É normal.

Contudo, o fato de se chegar a certa idade não deveria obrigar-lhe a deixar de gostar das mesmas coisas. Deveria sim acrescentar mais do que retirar. Afinal, quantas vezes já ouvi frases/perguntas do gênero: "Você ainda assiste desenhos?"; "Você gosta de Harry Potter?"; "Você ainda ouve essa banda?" e etc...

Como se o fato de o tempo ter passado, eu não devesse gostar mais. As pessoas parecem esquecer que muitos dos desenhos (principalmente animes e animações 3D atuais) não são mais feitos totalmente para crianças. Mas se fossem, qual o problema? Nunca fui menos inteligente, ou menos responsável por gostar de animes, ler Harry Potter ou ver outros programas que alguns (maioria de mente limitada) consideram "infantis".

É compreensível que alguns deixem de gostar dessas coisas na adolescência, mais para se afirmar (e aos outros) como uma pessoa que está crescendo e que não é mais criança. Isso volto a dizer, é compreensível. Apesar de que eu realmente acredito que a maioria (maioria diferente de todos) continua gostando de várias coisas, mas de uma forma velada, sem espalhar, às vezes até por medo da reação alheia.

Já queria escrever sobre esse tema fazia tempo, e realmente me espanta como as pessoas gostam de julgar as outras, mas odeiam ser julgadas. Acredito muito que cada um gosta do que gosta e problema.

Idade não deveria definir tanto da personalidade, e sim o espírito da pessoa e aquilo que ela acredita que vá deixá-la bem consigo mesma.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Harry Potter - A Eterna Espera

Alguns meses atrás, parte do mundo parou, estava sendo finalmente lançado o sétimo e último livro de um dos mais famosos personagens dos últimos anos. Porém, ainda apenas em inglês. Alguns fãs muito ansiosos, sempre compram essa versão, antes mesmo da traduzida. Contudo, outros como eu, preferem (não totalmente por opção minha) esperar a tal versão traduzida. Então ela finalmente chega ao nosso alcance, dia 10 de novembro de 2007 é oficialmente no Brasil lançado o livro Harry Potter e as Reliquias da Morte.

Porém, não é exatamente do conteudo do livro que vim falar aqui, até porque muitos lugares já o comentam. E sim, vim falar do processo de compra desse livro, e do quanto eu realmente vou pensar duas vezes agora em fazer a compra em uma "pré-venda". Não que não valha a pena, mas sim pelo fato de que, é dificil aguentar.

O livro como já disse seria lançado dia 10 de novembro. E assim, dia 23 de outubro eu comprei via internet, fiz a minha pré-reserva. Momento de grande felicidade, em poucos dias eu teria o livro nas mãos. Já que estava no site, tive a brilhante idéia de comprar também o dvd Harry Potter e a Ordem da Fênix (5º filme para os perdidos); contudo, esse só seria lançado oficialmente dia 14 de novembro.

Para quem não sabe, quando você compra produtos em um site (no meu caso a Saraiva), com datas diferentes de lançamento, você receberá todos, juntos, no dia do lançamento do último. Ou seja, eu receberia livro e dvd dia 14 de novembro. Prolongando ainda mais minha ansiedade.

A compra feita, só restava esperar. O grande problema, esperar. E tentar ao máximo nesse meio tempo fugir de spoilers (informações sobre qualquer história que a maioria ainda não tem acesso), que surgiam como gotas de chuva na internet. Bravamente resisti, tomando alguns cuidados clássicos, como evitando entrar em sites e comunidades do orkut onde poderia acabar lendo algo que não gostaria (não antes de ler no próprio livro).

Passados alguns dias, o dia 10 chegou. Era um sábado. Dia esse em que eu estava no Shopping. Dia esse, que eu entrei nessa mesma Saraiva. Dia esse que vi vários livros a minha disposição, mas o meu já estava comprado, reservado e pago. Agora outra tentação deveria ser resistida. Pegar algum exemplar na loja e folhear como quem não quer nada. Novamente objetivo alcançado. Sai da loja sem nem ao menos tocar na capa.

O dia 13 chegou, um dia antes, ansiedade era a unica palavra que definia minha situação. E para minha surpresa, ao chegar em casa, encontro as caixas, livro, dvd e seus respectivos brindes de pré-venda (alguma recompensa pelo sofrimento). Finalmente o livro em minhas mãos, algumas folheadas, agora era meu, agora eu podia.

Contudo, dia 14 de manha eu ia viajar, São Paulo, uma otima cidade. Ainda tinha que arrumar malas, e deixar tudo pronto para o feriado. Nada pendente, ou seja, nada de ler o livro. Decidi não leva-lo na viagem. Apesar da ansiedade, tinha certeza que acabaria lendo a viagem inteira e não fazendo mais nada.

Terminada a viagem (ontem), tenho a chance de ler. Agora o que parece ter me impedido, foi aquela sensação de que acordei. Esse é o último livro (ou no minimo é para ser); definitivo, depois disso, acabou. E um certo medo invadiu, nada que vá me impedir de ler o quanto antes, mas certamente algo que me fez pensar que se algo que sempre imaginei pode não terminar como pensei. Só tem um jeito de descobrir, e apesar de querer ler, eu também não quero que acabe.