quarta-feira, junho 11, 2008

A originalidade do clichê

Certa dia, estava em casa sem muito o que fazer, assistindo televisão. Já tinha feito de tudo imaginado, desde ficar morgando em um PC onde ninguém estava on-line, como ficar algumas horas entretido em jogos de vídeo-game.

A grande questão era que eu realmente tinha muita coisa para fazer, que poderiam ser categorizadas como obrigações, justamente o que eu fugia naquele momento. Só que dia, horário e diversos fatores, não permitiam diversão maior. Então, o bom e velho controle remoto na mão e ficar trocando de canal foi a solução para uma tentativa de fim de momento de paz. Depois acabei assistindo dvd, mas não é esse o ponto.

Dentre essas "zappeadas" com o controle remoto, um trailer de filme chamou minha atenção. Normalmente trailers chamam, apesar de não ser exatamente pelo filme. Não vou dizer o nome porque eu não lembro. Tal qual a importância do mesmo e que realmente o que chamou atenção foi o trailer. Não as cenas, mas o final dele em si.

Depois de todas aquelas cenas de angustia, suspense e as mais diversas estratégias para chamar atenção dos espectadores deparei-me com a informação principal: "Sexta-feira 13 nos cinemas".

No mesmo instante a única palavra que passou pela minha mente foi clichê. Essa palavra que pode significar algo como "lugar-comum", retratando aquilo que a maioria faz ou mostra para uma mesma situação. Onde em alguns raros casos pode ser considerado positivo, mas é realmente difícil de acontecer.

Clichês normalmente são considerados pontos certos de aprovação. Já que uma maioria usa, significa que as pessoas gostam daquela fórmula, principalmente na midia.

Muitas vezes vemos as mesmas cenas, em diversos filmes diferentes e isso não nos incomoda. Acredito que quando dentro do clichê algo se destaque, seja diferente e apresente alguma nova idéia. Porém quando usamos essa palavra para descrever a tal cena. Significa que incomodou e não agradou.

Então o clichê acabou ganhando apenas o tom negativo do que poderia ter sido apresentado. Como já disse, ele pode ser bem utilizado, mas seu manuseio vai exigir um desenvolvimento e um cuidado bem maior. De prefêrencia usar um clichê, fugindo dele, da previsibilidade na história ou em seu lançamento, como é o caso.

Resumindo. Vi o trailer. O filme não me chamou atenção, e o fato de ser destacado a "sexta-feira 13" como dia de seu lançamento, apenas confirmou minha opinião (um pré-conceito) de que esse filme, ou no mínimo seu anuncio tende a não ter muita criatividade e originalidade. Palavras que mais se esperam estar atreladas as novas produções cinematográficas.

Existem diversos clichês bons. Filmes que utilizam a mesma fórmula e ainda assim conseguem se diferenciar. Entretanto, já está virando clichê reclamar de clichês. Onde foi parar o "nada se cria, tudo se copia"? Onde foi parar eu realmente não sei, mas acho que na próxima sexta-feira 13 vai ter algo do gênero nos cinemas. Não precisam me convidar.

terça-feira, março 18, 2008

Projeto Boy Band Brasileira

A principio a idéia pode parece idiota e sem fundamentos, já que aqui no Brasil já tivemos várias oportunidades de “Boy Band”, e poucas com algum retorno. Poderíamos citar Broz (criado pelo SBT), mas que por motivos que desconheço se desfez. Uma batalha de egos provavelmente. Além de citar casos como KLB, mas não se encaixam no quesito boy band tradicional, estão mais no estilo Hanson “musical” de trio de irmãos cantores.

Também poderia existir a opção de voltar com bandas “consagradas no passado”, como Dominó ou Polegar. Contudo, estaríamos apenas novamente imitando os estrangeiros Backstreet Boys, West Life e Take That, que também estão retornando atualmente. Se quisermos alcançar o sucesso, originalidade é tudo.

Existindo ainda mais exemplos como GEM e Twister (Twister vocês lembram: “Meu amor, esse amor, dá 40 graus de febre...”), que surgiram e sumiram da forma mais estranha possível. Algo estava errado na fórmula.

Ou seja, teremos algo novo, ousado e principalmente, não criaremos ninguém, usando personagens já conhecidos e amados da música brasileira. Unindo esses talentos em uma única causa. Um único objetivo, a música.

Claro sempre seguindo os padrões e personagens de uma “Boy Band” tradicional, e usaremos os Backstreet Boys como exemplo para comparações dos tais estereótipos, seriam eles:

- O Líder (Representado por Brian): Junior Lima
Pós-operação para separar-se de sua irmã Sandy. Junior busca um novo projeto. Por ter sido o mais novo a começar no show business. A experiência não só no vocal, como no instrumental o fariam o melhor líder para o grupo. Sua habilidade e espontaneidade ajudariam o grupo a lidar com a pressão da imprensa mundial. Falar com jornalistas é com ele mesmo. Além de ter a música no sangue, vide seu pai, Xororó, também mais conhecido pela alcunha do que pelo verdadeiro nome. Ou seja, ambos Durval.

- O garoto mais velho (Representado por Kevin): Reginaldo Rossi
Em todo o grupo de garotos cantantes e dançantes que se preze, tem aquele com pose de homem mais velho, o mais sério e aparentemente mais sábio do grupo. No Brasil, cantor talentoso e com o tamanho da experiência de Reginaldo Rossi não existe. As garotas mais maduras, no final da adolescência irão à loucura. E como Kevin não está na volta de Backstreet Boys, futuramente Reginaldo caso não queria prosseguir, terá liberdade de sair, seja por qualquer motivo.

- O Bad Boy (Representado por Howie D.): Latino
Talento vocal garantido, imaginação nunca vista no mundo da música brasileira. Veste-se e age como o grande Bad boy do Brasil. Garotão malvado, que usa e abusa dos looks cheio de estilo, roupas de couro, e calças largas, além dos já conhecidos chapéus em diferentes modelos. Obviamente perdeu um pouco de sua malevolência quando tirou o clássico bigode, mas nada que umas conversas não o façam voltar a usar seu antigo e mais aclamado visual. Garotas rebeldes não irão se segurar de ansiedade.

- O Caçula (Representado por Nick Carter): Felipe Dylon
Seguindo a linha de caçula do grupo, garoto com carinha de bebê, sem barba, sorriso perfeito e que parece ainda não ter idade para dirigir. Um talento nacional, lançado inicialmente no Rio de Janeiro, com espírito carioca. Garoto surfista, cantor excepcional, o estilo domina suas veias, estilo virgem fim de festa. Ainda não tem idade para assumir publicamente sua vida sexual. Fará alegria das pré-adolescentes e alguns prováveis pedófilos (Terá segurança reforçada.).

- O Romântico (Representado por A.J.): Sidney Magal
Acostumado a levar as mulheres à loucura. O autor de Sandra Rosa Madalena é o cantor brasileiro perfeito para fechar nossa “Boy Band”. Romântico assumido, que tem mania de segurar rosas na boca, além de dançar e rebolar vestido de cigano para enlouquecer suas fãs. Esse talento nacional exala erotismo. Vai chamar atenção principalmente das meninas mais atrevidas, mas que ainda assim sonham com seu príncipe encantado montado em um cavalo branco.

- Empresário: A principio iríamos chamar o Supla para cantar, sendo ele o maior bad boy brasileiro. Contudo, ele infelizmente afirma que no palco trabalha sozinho. Além de que, ele seria a própria boy band. Sendo um líder nato, com anos de experiência, bad boy-mor brasileiro, com cara lisinha de bebe, e suas letras assumidamente românticas, não teria espaço para os demais. Como já disse, ele não divide palco, mas aceitou ser personal stylist e empresário exclusivo da banda. O mentor dos nossos garotos. Os levará ao patamar de Constelação Musical.

Com esse time de talentos e sucessos, eles colecionarão fãs por onde passarem. Basta apenas escolher o nome desse grupo estelar de artistas. Com certeza eles irão entrar na história do mundo da música.


Admito que a principio fui muito relutante em postar esse Projeto aqui depois que o escrevi, mas quem sabe ele não tem futuro?

sábado, março 08, 2008

Páginas em branco

Em alguns momentos de nossa vida, tantas coisas acontecem ao mesmo tempo que nos sentimos perdidos. Eu queria escrever sobre algum fato isolado. Contudo, nada exato vem a mente, mas a cabeça continua a mil, pensando em várias coisas diferentes ao mesmo tempo.

Então percebo, por mais que aqui seja um local para pensar. Nem tudo é exatamente algo para se marcar. Que as vezes, sentamos, pensamos, mas deixamos de lado. Esquecemos, ou não guardamos para a vida. Seriam essas páginas em branco na história de cada um?

Não sei se exatamente em branco, mas com certeza, algo interno. Apenas para nós mesmos. O tipo de sensãção, sentimento ou pensamento, que por mais que todos tenham, quase ninguém conta, ou no minimo não tão eterno e publicamente como aqui.

Não que isso seja classificado como segredo. Apenas algo que não necessita ser contado. Problemas, que vão embora com a mesma instantaniedade que apareceram.

Páginas em branco não devem ter muita explicação, nem muito sentido. Cada um entende como se sente melhor. Prefiro entender como um vazio de idéias para escrever. Eu poderia ter falado do Dia Internacional da Mulher, mas seria muito piegas. Acredito que ninguém precisa ter um dia do ano para ser lembrado, quem é importante é lembrado o ano inteiro por quem realmente importa.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Conselhos e Ações

Vez ou outra é normal em nossas vidas alguém vir pedir algum conselho. O que vou escrever não passa de uma grande e breve constatação. Algo até meio obvio, contudo, senti vontade de escrever sobre. Que é muito mais fácil falar e aconselhar, do que realmente seguir algum conselho dado por alguém ou por si próprio.

No meu ver, é aquele velho hábito de que nossos problemas são maiores do que os problemas dos outros. Unica e exclusivamente porque nossos problemas nos atingem mais que os problemas alheios.

Logo, com conselhos funciona do mesmo jeito. Quando aconselhamos alguém, fazemos parecer fácil. Até acredito que é exatamente esse "espirito de facilidade" que a pessoa procura quando quer ser aconselhada. O fato de alguém fazer daquilo algo fácil, tranquiliza e ajuda a tentar resolver a questão.

Já vi muitas pessoas falando que é dificil aconselhar, mas insisto, é muito mais díficil seguir certos conselhos. Não saber o que dizer para alguém que tem algum problema é normal. Agora ouvir o que é certo, saber o tem que fazer e mesmo assim não conseguir, isso sim eu acho um pouco mais grave.

O ponto principal é que, sempre que uma pessoa me pede um conselho. A primeira coisa que falo é para ela parar, respirar, pensar e analisar a situação como alguém de fora analisaria. Feito isso, a escolha certa partiria de dentro. Afirmo que não adianta afobação, ela sempre atrapalha tudo.

Então, imagine que, como posso falar alguma coisa, se muitas das vezes não consigo seguir o que falo? Era sobre isso que estava me perguntando hoje. Afinal, quando problemas aparecem é dificil manter a calma e o senso analítico. Apesar de no fim conseguir, o caminho é sempre meio torto.

Eu estou esperando poder enxergar esse caminho torto, porque cada vez que eu lembro da montanha de coisas que tenho a fazer e estou devendo, minha cabeça entre em crise. Se fosse para outra pessoa, eu simplesmente diria: "Relaxa e faz uma coisa de cada vez". Ah um dia eu sigo meu próprio conselho. Porém já estou evoluindo, seguindo essa linha de um dia após o outro, já resolvi parte dos meus afazeres.

Contudo, ainda faltam uns outros tantos. Então não custa me lembrar, quantas vezes forem necessárias. "Relaxa e faz uma coisa de cada vez.".

terça-feira, fevereiro 19, 2008

A Justiça que tarda...e falha.

Hoje, estava como sempre ouvindo músicas em meu Ipod. Hábito comum, mesmo com todas aquelas campanhas sobre surdez futura e etc. Então, comecei a ouvir as músicas do André Derizans, cantor de reagge, pouco conhecido, mas que na minha humilde opinião tem algumas letras ótimas. A melodia realmente não é tão inovadora, mas é legal de se ouvir. Definitivamente, o destaque fica por conta das letras.

Contudo, não foi sobre músicos que eu vim falar. Quando comecei a ouvir as músicas dele, lembrei que meus primos haviam me emprestado o CD. Um item raro de se encontrar, então devido a essa dificuldade, lembrei de como e quando o perdi.

Era mais uma viagem normal para São Paulo, eu já estava com o CD nas mãos faziam uns dois anos, e pretendia devolve-lo naquele ano. Peguei o avião normalmente, e cheguei em São Paulo. Antes de seguir para a casa da minha avó, passamos na Doceria do meu tio, mas as malas permaneceram o tempo inteiro dentro do carro.

Saimos de lá algumas horas depois, e fomos direto para a casa da minha avó. Descarreguei a mala normalmente. E falei que finalmente ia devolver o CD deles. Qual não é minha supresa, quando vejo que meu porta-cds não estava na mala.

A principio achei que era uma grande brincadeira de mal gosto de algum primo que simplesmente pegou sem eu perceber. Contudo, não havia como. Não tinha tempo suficiente para alguém tê-lo feito. Liguei para a casa, e perguntei para a mulher que ficava tomando conta se eu tinha esquecido em algum cômodo, apesar de ter certeza que não.

Eu sempre levo esse tipo de objeto na mochila (mala de mão), mas nesse dia algo teve que ir na mochila e não havia espaço. O porta-cd acabou indo para a mala. É aquele tipico momento em que você fica sem saber o que fazer.

Minha mãe apareceu com a solução, ligar para a empresa aérea para reclamar. Acho que foi ali que meu problema com Telemarketing começou seriamente. Lembro-me bem da pessoa que estava do outro lado da linha avisar que nada poderia ser feito, já que eu não fiz a reclamação dentro do Aeroporto.

Na hora explicamos que não é normal as pessoas abrirem suas bagagens dentro do Aeroporto para verificar se falta algum objeto. Muita conversa, pouca solução.

Por fim quando ameaçamos colocar na justiça, eles simplesmente ofereceram 10% de desconto em uma passagem aérea (ida e volta, baixa estação). Ou seja, eu tenho meu porta-cd (Todos originais) roubado, e eles me oferecem algo com valor menor do que R$30 reais. Junto com a oferta, enviaram um papel para ser assinado por mim, aceitando tudo.

A partir de agora, existem vários contras (ainda mais) para a empresa aérea e apenas um beneficio. O que pesa mais?

Isso aconteceu em 2001, eu era menor de idade. Logo, independente de assinar aquele papel ou não, ele teria pouca serventia. Meus pais chamaram um advogado amigo da familia e colocaram a empresa na justiça. Lembro-me até hoje que ele me pediu para fazer uma lista com todos os CD's e seus devidos preços. Eram uns 20 e poucos CD's, que custavam juntos mais de R$1.000, o cd dos meus primos incluso.

Tudo certo, lista feita, documentação perfeita, colocamos a empresa na justiça. Agora vem a vantagem dela. Estamos no Brasil, onde a justiça é lenta, tarda e falha. Ou seja, 7 anos depois, nada aconteceu, e eu morri no prejuizo.

A sorte é que com a internet foi possivel reaver grande parte das músicas perdidas. Contudo, isso não reduz o que essa empresa causou e o descaso com que eles tratam os clientes. Ou seja, se for viajar de avião, cuide bem de sua bagagem, porque a empresa que te leva, não cuida. Mas nós não podemos exigir segurança, afinal as passagens são tão baratas.