segunda-feira, abril 18, 2011

The day after...

As vezes eu penso que já passei da época de me sentir assim.
As vezes eu me sinto tão sozinho mesmo com tanta gente em volta.
As vezes eu acho que me esforço demais.
As vezes eu acho que eu me protejo demais.
As vezes eu queria ser totalmente diferente.
As vezes eu fico feliz em ser eu mesmo.
As vezes eu quero que alguém goste de mim.
As vezes eu quero que outros gostem de mim.
As vezes eu queria não gostar de alguém.
As vezes eu queria não gostar de ninguém.
As vezes eu sou muito inseguro.
As vezes eu consigo me sentir melhor.
As vezes eu gosto de usar "as vezes".
Outras vezes também, sobre tudo.

sábado, abril 16, 2011

Apenas mais alguns minutos...

Eu tentei várias linhas. Apaguei e reescrevi tantas vezes que nem consegui contar. E nada, simplesmente nada define como me sinto. Talvez porque nem eu sei direito.

Contudo, sei que faltam apenas alguns minutos.

terça-feira, março 22, 2011

And one more time...

Segundo dia consecutivo que vou dormir mal e desgastado. Não vi o dia passar. Não sei o que aconteceu com nada. Estou mal e com uma sensação desesperadora. E eu não fiz nada, simplesmente não fiz nada para me sentir assim. Não estou envolvido, e foi uma escolha não me envolver. Foi tudo tão desnecessário. Tão sem sentido. Tão descontrolado. Tão decepcionante.

Simplesmente cansei. Obvio que vai passar, mas até quando eu vou aguentar cansar e voltar?

quinta-feira, março 10, 2011

The Last Night

Espere a noite chegar e vá até sua janela. Depois que abrir as cortinas olhe atentamente para cada ponto luz na terra. Ignore por um instante as estrelas e a lua. Olhe apenas em frente as milhares de luzes que iluminam a noite.

Imagine que por baixo daqueles milhares de pontos brilhantes existem uma, duas, três ou mais vidas. Cada um com suas alegrias, tristezas e problemas. Cada um vivendo conforme sua própria consciência. A grande maioria não te conhece, não sabe quem você é, ou sequer se importa contigo.

Poucos se importam com o que te acontece, ou deixa de acontecer. Exceto é claro que seja algo muito grave e se torne publico, então todos se importam. A maioria dos problemas graves e difícil saida são comuns a todos. Então é mais fácil alguém se identificar, ou temer que lhe aconteça o mesmo, e assim se importar.

Olhe de novo e pense em quantos ali você ajudaria. Quantos você já dedicou sua atenção ou mesmo se importou. Quantos você já não xingou mentalmente por algum inconveniente. Ou quantos você elogiou por alguma aleatoriedade.

Agora pense nas luzes que sua visão não alcança. Ou nas que estão apagadas devido a madrugada. Pense. Pense em cada uma. Em cada vida, em cada conflito, em cada sorriso, em cada tristeza e no que cada um fez por você para que você sorrisse, chorasse ou vivesse.

Pense em quantos você conhece, quantos você ainda quer conhecer, quantos você não faz questão, quantos você sabe o nome, quantos você agradeceu e quantos você sorriu pela manhã mesmo em um dia de chuva.

Faça isso um dia. Não hoje e nem amanhã. Apenas quando o tempo e o sono lhe permitirem. Assista na janela até todas as luzes se apagarem e o dia ficar claro. Até o sol nascer, e tudo se transformar em uma coisa só, uma coisa maior. Mas comece pela noite, porque é nela que tudo se destaca e as coisas aparentam ser mensuráveis.

Fazer tudo isso não tem um real significado. Nada especial, mas já é um bom para começar a entender o problema do mundo.

domingo, março 06, 2011

Apenas uma noite de carnaval

Em uma noite comum de carnaval, ouvindo músicas aleatórias no fone, pensando em frente a tela do computador. Pensando no que poderia ser, no que poderia ter sido e no que poderia mudar.

Não quero pensar, mas não paro.

E continuo escutando músicas aleatórias em uma noite de carnaval.