domingo, fevereiro 16, 2014

I Dreamed A Dream

Sonhei um sonho antigo. Eu nunca lembro dos sonhos. Ou eu nunca sonho. Mas consigo lembrar desse de tão vivo, de tão presente, as vezes me pergunto se foi realmente sonho. Eu não estava exatamente feliz, mas estava bem, por isso parecia tão real. Eu não lembro exatamente de tudo o que aconteceu, mas alguns pontos importantes. Lembro de conversas e risadas e abraços e olhares e ficar andando por horas e horas e preocupações e segredos e despedidas. Despedidas com voltas. Tudo confuso e intenso. Eu realmente não queria mais acordar.

sábado, novembro 09, 2013

my own world

Estou aqui e meus pés não tocam o chão.
Estou flutuando;
Mas também estou orbitando.
Não estou puxando ninguém.
Segura na minha mão quem quiser.
Vem quem tem vontade.
Me deixe voar.
Não vou subir demais.
Mas não quero tocar o chão
Não na hora que acham que eu devo.
Toco o chão quando preciso.
Volto a flutuar.
Não precisa entender meu mundo.
Eu já desisti de entender.
Nunca quis na realidade.
Não precisa querer por mim.

domingo, setembro 22, 2013

Sometimes

As vezes eu fico triste por bobagens. Por coisas insignificantes que significam muito. As vezes eu queria ter o poder de tocar as pessoas e melhorar a vida delas. Queria colocar sorrisos sinceros e felicidade mesmo que por poucos momentos, porque seria utópico demais pedir que fosse por toda uma vida.

As vezes eu só queria conseguir ajudar mais e me ajudar também. Mas acho que eu me ajudaria bastante. As vezes eu queria apenas nascer com esse dom que outros tem de fazer milhares felizes e unir as pessoas. Conhecidas ou estranhas. As vezes eu só fico triste por não conseguir fazer tudo o que posso. Mas as vezes eu fico feliz apenas por... ser feliz, no meu jeito torto.

As vezes eu queria apenas ser outra pessoa, mas sempre, sempre querendo ser eu mesmo.

quinta-feira, julho 18, 2013

Rage

O mundo podia explodir e me levar junto.

Ou só eu explodir mesmo. O que vier ta valendo.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

No lost skill

E eu achando que tinha desaprendido a chorar.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Pensamentos

Você foi o meu último pensamento

Você foi o meu primeiro pensamento

suspiro

Meu melhor pensamento.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Desconexo

Fazia tempo que eu não escrevia.

E eu ainda não sinto vontade de escrever.

Acho que de tudo o que eu menos sinto é vontade de escrever.

Na real, eu deveria fechar a minha mente.

Não é tudo o que eu preciso que eu consigo.

A maioria não.

Mas algumas sim.

Por mais que só eu saiba os motivos.

Pensei na história de um vulcão e um homem cego.

Quando tiver mais inspiração transformo em história.

Eu to sorrindo e era só isso que eu precisava saber.

terça-feira, setembro 25, 2012

Repetitivo

As vezes muita gente vira as costas para você, mas você ainda está lá, e você sabe porque.

Então aquela unica pessoa vira as costas para você, e seu mundo agora foi abalado.

Só que você aprende a lidar com isso. E só uma pessoa poderia ter lhe ensinado.

Não foi tanta gente e não foi apenas uma pessoa, mas foi.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Anamorfico

Saberei que é a hora certa de morrer quando o número de lágrimas não for o mais importante.

sexta-feira, agosto 10, 2012

new old routine

Abro, olho, penso e fecho.

Olho, penso, abro e fecho.

Abro, olho, fecho e penso.

Abro, olho, escrevo, penso, olho, apago, penso, escrevo, protelo, apago e fecho.

Suspiro.

segunda-feira, julho 30, 2012

Curtindo a vida adoidado

As vezes você simplesmente acorda pensando em fazer alguma coisa diferente. Não rotineira e completamente louca. Talvez não completamente louca, mas tudo depende do ponto de vista de como você leva a sua vida. Não que pelo meu jeito seja algo tão anormal, mas seria diferente e engraçado e interessante.

Eu estava assim hoje. Meu principal pensamento era  ir para a rodoviária, pegar um ônibus sem avisar ninguém e ir para São Paulo bater na casa de algum parente. A graça do ônibus seriam sim as seis horas na estrada. Seis horas olhando o nada e pensando e lendo um livro. Eu preciso terminar de ler tantos livros. Ficar lá ouvindo música e brisando e as vezes eu sinto falta de viajar de ônibus, provavelmente eu já até esqueci a sensação. Levando em consideração que eu sou ansioso e muitas vezes acho que avião demora, ônibus é uma vida e eu poderia fazer muita coisa nessa vida.

Outra graça seria não avisar ninguém. Simplesmente sumir e aparecer. Mas minhas consciência ainda funciona e eu pensava em no minimo avisar meus pais. Algo que tiraria toda a magia de literalmente fugir em uma segunda-feira preguiçosa, e não ter exatamente data para voltar, apesar de ir para um lugar seguro. Longe, mas seguro.

Eu sorri o caminho inteiro imaginando essa fuga e tudo o que eu faria. Ou não faria, porque São Paulo me é um ótimo lugar para não fazer nada.

Viajar. Assim do nada e pro nada. Um dia eu ainda farei isso. Uma dia que eu consiga ser menos responsável. Ou menos preocupado. Mas sem planejar, porque isso também tiraria a magia.

sexta-feira, julho 27, 2012

you

now

regretful

for all

quarta-feira, julho 18, 2012

brazil's central

Oh! Simples thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you are gonna let me in.

.always you.

quarta-feira, junho 27, 2012

Nunca

Não é como se não fosse esperado desde o começo. Não é como se isso me surpreendesse de certa forma. Não é que eu fique bem com isso, mas também não estou tão mal. Eu só senti necessidade de escrever. Não será a última certamente, mas agora eu senti necessidade. Eu estava querendo e precisando para voltar ao mundo.

É engraçado pensar que eu não sou dado a extremismos. Eu não acredito em pontas ou finais. Isso talvez devesse me fazer acreditar em vida após a morte, mas então também nunca acabaria e não acabar significa não ter um fim. É um extremo, não acredito em extremos.

Não acho que algo de hoje vá necessariamente ser igual para sempre. Não acho que algo tenha a obrigação de mudar. Só sei que eu sei que tudo pode acontecer. As vezes reclamam que eu sempre digo agora não, em vez de um não definitivo, mas isso é apenas a minha maneira de dizer que até mesmo eu posso mudar de ideia dois minutos depois.

Isso também se aplica ao meu problema com promessas. Não sou bom em cumpri-las, por isso evito fazê-las, e odeio que me façam. Então quando eu digo que vou estar aqui para sempre, é porque minha vontade tem um tempo longo o suficiente para eu não saber calcular, mas que me conhecendo será por bastante tempo. E eu jamais vou querer fazer isso preso a uma promessa.

O tempo é relativo. Opiniões e pessoas e atitudes e visões. Tudo. Talvez eu esteja apenas arranjando desculpas, não sei. Só sei que mesmo assim eu me senti um pouco mais livre, mesmo sem querer. Trocaria facilmente essa liberdade. Sei também que eu não acredito em finais e eu realmente nunca acreditei. E por minha vontade eu vou estar aqui sempre.

terça-feira, junho 19, 2012

Please

I wanna runaway
Never say goodbye
I wanna know the truth
Instead of wondering why
I wanna know the answers
No more lies
I wanna shut the door
And open up my mind

Maffia Maffia Maffia Maffia Maffia
Não tenho mais cinco anos.

Eu não sei mais o que fazer quando eu preciso me apoiar apenas na minha esperança. Eu não quero isso de novo. Não quero. Não tem como explicar. Eu queria, mas não dá. Por favor respira. Eu não devia ter feito isso. Eu não devia. Eu estou cansado. Eu to com medo. Medo de tudo. Raiva e medo e eu me odeio. Odeio com muita força. Merda de vida. Minha sorte é que eu não tenho coragem.

sexta-feira, junho 15, 2012

good night

Eu tenho demorado mais a dormir. Eu tento dormir cedo, mas não consigo. Então me perguntam porque eu demoro tanto a deitar. Eu nunca respondo, porque é difícil explicar. Difícil explicar que a primeira coisa que acontece quando eu encosto no travesseiro é escutar dentro da minha cabeça a sua voz me chamando, como costumava chamar por qualquer coisa, sempre prolongando a primeira silaba. Todas as noites.

segunda-feira, junho 11, 2012

A good thing

A melhor dica que alguém pode te dar sobre a vida:


Ela acaba.

quarta-feira, maio 30, 2012

Sete chaves

Guarde um segredo a sete chaves
Esconda dentro de uma sacola;
Dentro de uma caixa;
Dentro de um baú;
Dentro de um cofre.

Coloque dentro de um armário;
Dentro de um quarto;
Dentro de uma casa;
No ponto mais alto de uma montanha.

Guarde todos os seus segredos;
Guarde tudo de todos;
Porque se o que você tem melhor magoou as duas pessoas que você mais ama;
Teoricamente o que você tem de melhor;
Então tema o estrago que faria se soubessem das outras coisas.

Guarde tudo e nunca mais deixe nada escapar.
Engula a chave. Todas as sete.
Seja a chave. Todas as sete.
E tranque para todo sempre.

domingo, maio 20, 2012

Papel de bala

Eu estou me sentindo descartável. Não é como se fosse a primeira vez que me sinto assim, mas é uma das piores. Acho que porque eu realmente me senti importante, e então simplesmente nada. Acho que é porque eu realmente sinto muita falta, e então simplesmente eu não sei se sou necessário ou benquisto. Acho que é porque eu eu não quero ser um problema, e então simplesmente eu não sei se espero ou se vou atrás.

Eu sei o que quero, mas eu não sei se devo. No fim parece que cada vez que eu tento chegar a uma resposta eu ganho mais perguntas. Só sei que eu não esqueci, eu não desisti, eu estou aqui e estou apenas esperando, só ainda não sei o que.

when it hasn't been your day, your week, your month, or even your year, but
i'll be there for you when te rain starts to pour

terça-feira, maio 15, 2012

gray eyes' boy

Um dia atípico e nublado e ele estava sentando em sua cama ouvindo música em seu mp3, enquanto olhava o nada pela janela. Sua casa tinha vista para as casas vizinhas e ele poderia estar lá fora com seus amigos, mas ele não se sentia bem vindo. Ele se sentia diferente. Ele se sentia um problema.

Ele tinha olhos cinzas e cabelos cacheados que cobriam parte da testa. Ele não sabia o que queria da vida. Ele não sabia o que ia fazer amanhã, ou porque faria algo amanhã. Ele respirava calmamente apesar de seu coração estar acelerado e apertado. Ele era todo errado e podia ver isso nos olhos de sua família.

Só que ele queria ser diferente. Ele queria ser diferente do que ele era e mais parecido com todo mundo. E ele não conseguia. As pessoas diziam que ele era único. Sim, ele era, mas isso não lhe parecia mais algo bom. E ele apenas sentava na janela observando o mundo acontecer através de seus olhos cinzentos.

Ele estava sentado na cama e sua boca não se mexia, mas ele pedia socorro. Internamente ele pedia. Ele não queria aquilo, mas ninguém ouvia. Ninguém realmente ouvia. Sua mãe estava ocupada demais conversando no telefone com alguma amiga, enquanto seu pai ficava o dia inteiro no trabalho e chegava tão exausto que não conseguia trocar uma conversa mais longa do que um boa noite. Seus irmãos, ou eram pequenos demais para perceber e fazer algo por ele, ou simplesmente eram velhos demais para se importarem com alguém além deles próprios.

Seus amigos do lado de fora apenas corriam e gritavam e se xingavam e brigavam e faziam as pazes e continuavam gritando e criando coisas novas e com tanto barulho eles também não conseguiam ouvi-lo. Era um grito silenciosamente ensurdecedor. Sua boca ainda não se mexia, mas ele continuava gritando.

As nuvens lá fora tinham um tom cinza, como em seus olhos, e havia começado a chover, como em seus olhos. E o som dos trovões abafava ainda mais seu pedido silencioso. Ele pode observar todos correndo desanimados para suas casas procurando abrigo. A chuva tinha esse poder de acabar com a felicidade alheia em poucos segundos, como seus olhos.

Ele agora estava deitado na cama segurando as próprias mãos enquanto ouvia a mesma música durante todo o dia. Seu irmão entrou em seu quarto, olhou diretamente para seus olhos cinzas, reclamou algo sobre a chuva, pegou o que tinha ido buscar e saiu. Ele também não ouviu. Ninguém ouvia.

Seus cachos caiam sob sua testa. Seus olhos piscavam devagar. Ele não sabe quanto tempo ficou ali parado apenas olhando o teto aquela noite e gritando em silencio. Apenas ficou lá tempo demais. Sua respiração ia diminuindo, sua boca se mantinha fechada, ainda segurava suas mãos e pensava e lembrava e se culpava e sentia. Até que ele fechou os olhos. A escuridão cobriu o cinza e finalmente havia parado de chover.